Assédio Moral como estratégia de gestão no serviço público

Resumo

Este artigo tem como objetivo desvelar os novos mecanismos de gestão da administração pública contemporânea: a utilização do assédio moral como estratégia de gestão. As mudanças em cena são baseadas na excelência e produtividade, engajam todos os trabalhadores aos valores e interesses da instituição, por meio das normas, metas, sistemas de controle e avaliações dos processos. O estudo, de caráter qualitativo, baseou-se em cinco depoimentos de trabalhadores que tiveram histórias de afastamento no trabalho por transtornos mentais e comportamentais e duas entrevistas com gestores de uma instituição pública. Como procedimento ético, foi apresentado o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido/TCLE, bem como o estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da universidade. Como análise, as entrevistas foram interpretadas com base na análise temática. Conclui-se que as novas ferramentas de gestão impõem uma violência simbólica, difusa e gradual, submete os trabalhadores voluntariamente à nova ordem de gerenciamento por meio de mecanismos de controle e coerção caracterizando assédio moral.

Biografia do Autor

Vanderleia Dal Castel Schlindwein, Universidade Federal de Rondonia

Docente do Departamento de Psicologia (DEPSI) da Universidade Federal de Rondônia, e do Programa de Pós-Graduação em Psicologia (MAPSI) da Universidade Federal de Rondônia, coordenadora do Centro de Estudo e Pesquisas em Saúde Mental e Trabalho na Amazônia/CEPEST/Rondônia. Endereço: Av. Rio Madeira, 5780, Casa D15 – Condomínio Nova Alphaville, Bairro Nova Esperança - CEP: 76850 -150 - Porto Velho - RO.

Publicado
2019-06-13
Seção
Artigos Teóricos e Empíricos