ELEMENTOS TRÁGICOS NA PEÇA “A NOITE POUCO ANTES DA FLORESTA” DE BERNARD-MARIE KOLTÈS

  • Yaska Antunes Universidade Federal de Uberlândia

Resumo

O presente trabalho objetiva compartilhar resultados do processo de montagem da peça A noite pouco antes da floresta (1977), de Bernard-Marie Koltès, realizado no Curso de Graduação em Teatro, da Universidade Federal de Uberlândia, MG. O principal desafio foi conseguir “abrir o texto”, para o qual foram fundamentais dois autores: Axel Honneth e Fridriech Nietzsche. Especialmente este último desempenhou papel central ao oferecer uma visão de mundo que colapsava a leitura tradicional do texto. Para a construção da arquitetura cênica do espetáculo, princípios do Sistema, de Stanislavski, objeto de minha pesquisa e aprofundamento, foram aplicados e experimentados, incluindo a “exploração mental” e a “análise ativa”. À luz da filosofia trágica de Nietzsche foi possível arriscar algumas hipóteses para a construção de sentido da peça, para além da observação da presença de certos recursos poéticos da tragédia antiga no texto do autor francês, que acabou por revelar um profícuo diálogo entre Tradição e Modernidade. Dentre estes recursos que conferem tragicidade à peça de Koltès, podemos destacar a “falha trágica”, o “reconhecimento” e o “sacrifício”.

Biografia do Autor

Yaska Antunes, Universidade Federal de Uberlândia

Atriz, encenadora, pesquisadora e professora do Curso de Graduação em Teatro, e do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas, do Instituto de Artes, da Universidade Federal de Uberlândia. Coordena o grupo de pesquisa Esfera Teatro Laboratório. 

Publicado
2018-12-20
Seção
Dossiê: Ancestralidades: algumas das raízes da arte e da educação