O MAIS SOZINHO E (IN)FELIZ DE TODOS OS HOMENS NO MUNDO

Benjamin-Rimbaud

  • Wiltonn William Leite Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

Resumo

Neste ensaio, eu apresento dois autores, Artur Rimbaud e Walter Benjamin, em aspectos de suas vidas e obras nos quais se percebe algum traço em comum – ênfase em Artur Rimbaud.  Benjamin tem um trabalho sobre Rimbaud que é objeto de estudo nesta análise. Rimbaud viveu – vive! sua poesia. Parte-se do primeiro poema de verso livre escrito por Rimbaud em direção a análise do seu poema-em-prosa – Uma temporada no inferno – enquanto a expressão de sua época na forma de obra de arte. Artur Rimbaud é pura vida. Walter Benjamin – melancolia. Rimbaud vive sua poesia em si mesmo – para si mesmo. Rimbaud vive como imagina e escreve – poetisa! profetiza o que viverá em seguida. Benjamin – reflete sobre o que Rimbaud escreve e vive. – Não imortaliza a sua tristeza?  na filosofia! expressa a angustia do exilado de si mesmo em si mesmo sem Deus. Rimbaud eterniza cada movimento afetivo que sua alma inquieta lhe joga ao seu existir – querendo arrombar o espetacular que transcorre – se faz presente por violenta incursão no presente. Neste ensaio – na análise da obra de arte como expressão de uma época serão trabalhados os textos de Benjamin - Surrealismo e A Obra de Arte –; também serão feitas referências ao pensamento psicanalítico de Sigmund Freud e do filósofo Bento Espinosa.

Biografia do Autor

Wiltonn William Leite, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

Médico psiquiatra – mestre em Filosofia pela UCS e doutorando em Filosofia pela PUCRS.

Publicado
2017-07-30
Seção
Dossiê - Filosofias das Artes