VIOLAÇÃO DAS MÁXIMAS CONVERSACIONAIS

MANTENDO O RACISMO ESTRUTURAL NO FILME M-8 QUANDO A MORTE SOCORRE A VIDA, DE JEFERSON DE

Auteurs-es

DOI :

https://doi.org/10.20873/porletras/2

Résumé

Nos filmes cinematográficos, são utilizados mecanismos linguísticos que fazem referência ao contexto situacional, e são interpretados através da cooperação conversacional que os participantes assumem em uma conversação. Dessa forma, os roteiros fílmicos recorrem a conteúdos implícitos, que só são recuperados pelos interlocutores fazerem parte de uma mesma comunidade discursiva. Sendo assim, esse trabalho objetiva entender como a quebra das máximas conversacionais pode manter discursos fílmicos racistas, elegendo como corpus de análise o filme M-8 Quando a morte socorre a vida (DE, 2019). O racismo estrutural pode se dar por meio de diversas formas, sejam elas nas mais corriqueiras tarefas do cotidiano social a grandes corporações institucionais. Nisso, o referencial teórico se debruçara sobre pragmática e a teoria das implicaturas e máximas conversacionais (ESPINDOLA, 2010; PINTO, 2004), bem como pincelará pelo tema do racismo estrutural na sociedade brasileira (ALMEIDA, 2018). A hipótese deste trabalho é que a quebra das máximas conversacionais é um mecanismo utilizado para reproduzir discursos e estigmas normatizados sobre os povos negros na sociedade brasileira.

Bibliographies de l'auteur-e

Clarice Silva, Universidade Federal do Agreste de Pernambuco - UFAPE

Mestranda em Estudos da Linguagem pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (PROGEL/UFRPE), Graduada em Letras - Português, Inglês e suas respectivas Literaturas – pela Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (UFAPE). Email: clariceuf@gmail.com.

Vicentina Maria Borba, Universidade Federal Rural de Pernambuco

Professora Titular do Departamento de Letras da UFRPE.

Références

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Publié-e

2025-03-01

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Silva, C., & Borba, V. M. (2025). VIOLAÇÃO DAS MÁXIMAS CONVERSACIONAIS: MANTENDO O RACISMO ESTRUTURAL NO FILME M-8 QUANDO A MORTE SOCORRE A VIDA, DE JEFERSON DE. Porto Das Letras, 11(1), 57–71. https://doi.org/10.20873/porletras/2