EXPRESSÃO DAS PROTEÍNAS MUTANTES DO KRAS NO ADENOCARCINOMA COLORRETAL – REVISÃO BIBLIOGRAFICA

  • Virgílio Ribeiro Guedes
  • Natália Ferreira Bueno
  • Victor Vargas de Oliveira
  • Maria Cristina da Silva Pranchevicius

Resumo

Introdução: Os tumores colorretais foram o terceiro tipo de câncer mais diagnosticado em 2018. Na tentativa de aumentar a sobrevida de pacientes com metástases, o teste KRAS é relevante para a escolha da terapia mais apropriada para o carcinoma colorretal (CCR). O gene KRAS (Kirsten Ras Oncogene) acompanhado dos genes BRAF e NRAS é responsável por codificar as proteínas RAS da importante via de sinalização celular RAS/RAF/MEK/ERK. A presença de KRAS mutante no CCR é o principal biomarcador tecidual que indica a resistência do tumor à terapia de primeira linha com anticorpos monoclonais inibidores do EGFR (Cetuximabe e Panitumumabe). Metodologia: Foi realizado um levantamento bibliográfico na base eletrônica Google Scholar utilizando os descritores: “colorectal cancer” and “KRAS gene”. Resultados: A conversão do aminoácido glicina (G) para ácido aspártico (D) no códon 12, também chamada de KRAS G12D, é a mutação mais frequente do KRAS nas neoplasias malignas gastrointestinais. Cerca de 40% dos CCRs têm a mutação no gene KRAS nos códons 12 e 13 do éxon 2. Houve predomínio (57,4%) das mutações no sexo masculino, e todas as amostras de cólon esquerdo, 66% das de cólon direito e 51,8% das de reto apresentaram mutações no KRAS. A sinalização de células com KRAS mutante determina um papel crítico no rompimento inicial da submucosa e, por isso é essencial para a progressão da invasão e metástase do CCR. A eficácia de anti-EGFR é limitada em pacientes que possuem mutação KRAS, entretanto 20% dos pacientes com KRAS selvagem se beneficiam diante da terapia. Atualmente não há droga ou vacina que consiga focalizar efetivamente a proteína KRAS G12D em humanos. Conclusão: Pode-se inferir que o CCR é um câncer de prognostico ainda reservado. A decisão terapêutica apropriada depende do conhecimento do status mutacional do KRAS e as mutações no éxon 2 são claramente preditivas às terapias com anticorpos monoclonais inibidores do EGFR.

Palavras-chave: Carcinoma colorretal; gene KRAS; mutação.

ABSTRACT

Introduction: Colorectal tumors were the third most diagnosed type of cancer in 2018. Trying to improve the overall survival of patients with metastasis, the KRAS test is relevant for choosing a mora appropriate therapy for the colorectal carcinoma (CRC). The KRAS gene (Kirsten Ras Oncogene) along with BRAF and NRAS genes is responsible for encoding RAS proteins from the important RAS / RAF / MEK / ERK cell signaling pathway. The presence of mutant KRAS in the CCR is the major tissue biomarker indicating the patient's resistance to first-line therapy with the monoclonal vaccine EGFR inhibitors (Cetuximabe and Panitumumabe). Methodology: A bibliographic survey was carried out in the database of Google Scholar using the descriptors: "colorectal cancer" and "KRAS gene". Results: The conversion of the amino acid glycine (G) to aspartic acid (D) at codon 12, also called KRAS G12D, is a more frequent mutation of KRAS in gastrointestinal malignancies. About 40% of the RCCs have a mutation in the KRAS gene at codons 12 and 13 of exon 2. There was a predominance (57.4%) of the mutations in the male sex, and all samples from the left colon, 66% of the right colon and 51.8% of the mutational changes in KRAS. Marking of cells with mutant KRAS determines a non-initial critical role of the submucosa and is therefore essential for progression of CCR invasion and metastasis. Anti-EGFR is limited to patients who have KRAS mutation, in addition, 20% of wild-type KRAS patients benefit from the therapy. There is currently no drug or vaccine that can concentrate on a KRAS G12D protein in humans. Conclusion: It can be inferred that the CRC still has a reserved prognosis. The multitude of KRAS and mutations in exon 2 are clearly prescribed in therapies with EGFR inhibitory monoclonal antibodies.

Keywords: Colorectal cancer; KRAS gene; mutation.

Publicado
2019-05-06
Seção
Revisões de Literatura

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