AVALIAÇÃO DA EXPRESSÃO IMUNOISTOQUIMICA DA PROTEÍNA P53 NO ADENOCARCINOMA COLORRETAL - REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

  • Virgílio Ribeiro Guedes
  • Natália Ferreira Bueno
  • Victor Vargas de Oliveira
  • Maria Cristina da Silva Pranchevicius

Resumo

RESUMO

Introdução: O carcinoma colorretal (CCR) é um tumor que se destaca por suas taxas de incidência e mortalidade no mundo. A maioria dos CRRs se desenvolve a partir de adenomas preexistentes devido a mutações genéticas acumuladas. As mutações no gene TP53 são as mais comuns encontradas nas neoplasias malignas humanas. Sua mutação pode levar ao acúmulo da proteína p53 nuclear, que pode ser vista por métodos de imuno-histoquímica (IHQ). Atualmente, o estadiamento anatomopatológico é principal método utilizado para determinar o prognóstico de pacientes com CCR. Metodologia: Foi realizado um levantamento bibliográfico na base eletrônica PubMed utilizando os descritores: “colorectal cancer” and “p53 protein” and “immunohistochemistry”. Resultados: O CCR é um tumor com altas taxas de incidência e mortalidade no ocidente e oriente. A mutação no gene TP53 parece ser um precursor do CCR e leva ao acúmulo da p53 mutada, que é visível aos métodos de IHQ. A maioria das amostras de CCR apresentaram-se positivas para p53, o que determina um comportamento mais agressivo do tumor e também serve como um fator de prognóstico ruim. Sua superexpressão indica maior chance de metástases e redução da sobrevida. Uma vez que a mutação do TP53 é um evento precoce, a detecção precoce do CCR pode ser feita através da visualização de p53 acumulada sob IHQ. Alterações no gene TP53 são fatores de prognóstico ruim em vários tipos de câncer, incluindo o CCR. Outros marcadores e fenótipos se correlacionam com a p53 no desenvolvimento do CCR, como a vitamina D, o estrogênio e a progesterona. Por fim, em nosso estudo não foi detectado relação entre a expressão da p53, idade, gênero, invasão tumoral, e taxa de regressão. Conclusão: Pode-se inferir que o CCR é um câncer com taxas de incidência, prevalência e mortalidade significantes, e que a IHQ da p53 tem papel importante na detecção precoce e decisão do tratamento.

Palavras-chave: Carcinoma colorretal; gene TP53; proteína p53; imuno-histoquímica.

ABSTRACT

Introduction: Colorectal cancer (CRC) is well known for its incidence and mortality rate. Most of CRCs develops from colonic adenoma, that accumulates genetic mutations. TP53 gene’s mutations are the most common mutations found in human cancers. It’s mutation leads to nuclear p53 accumulation, which can be seen by immunohistochemistry (IHC) methods. Method: A research was done in PubMed using the following words: “colorectal cancer” and “p53 protein” and “immunohistochemistry”. Resulted: The CRC is a tumor with high incidence and mortality rates in the west and in the east. A mutation in TP53 gene seems to be a precursor of the CRC and leads to the accumulation of mutated p53, seen by the IHC methods. Most of CRC samples presents positive p53, and its positivity determinate a more aggressive behavior of the tumor, leading to a poor prognosis. Its overexpression indicates bigger chances of metastasis and survival rate loss. Being an early event, TP53 mutation and the following p53 nuclear accumulation makes the detection of CRC easier by IHC methods. TP53 gene alterations are also poor prognosis factors in various types of cancer, including the CRC. Other marks and phenotypes correlate with p53 in the evolution of CRC, like the vitamin D, estrogen and progesterone. Lastly, it wasn’t detected the relation between age, gender, tumor invasion, neither regression rate. Conclusion: It can be inferred that the CRC is a cancer with significant incidence, prevalence and mortality rates, and that the IHC methods have an important role in the early detection and decision making.

Keywords: Colorectal carcinoma; TP53 gene; p53 protein; immunohistochemistry.

Publicado
2019-05-06
Seção
Revisões de Literatura

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