O ACIONAMENTO DE IDENTIDADES COMPARTILHADAS NA FRONTEIRA URUGUAIO-BRASILEIRA A PARTIR DA CONSTRUÇÃO DO URUGUAI COMO PROPOSTA DE CONSUMO

Palavras-chave: Comunicação, Consumo, Fronteiras, Uruguai, Brasil

Resumo

Estudamos a participação do jornalismo brasileiro na articulação de representações sociais e de identidades culturais na fronteira Brasil-Uruguai, a partir das apropriações e usos que brasileiros e uruguaios fronteiriços fizeram de narrativas noticiosas sobre o Uruguai e que eles consideraram relevantes em seu cotidiano. Realizamos o estudo de caso sob a perspectiva dos Estudos Culturais Britânicos e Latino-Americanos, com entrevistas semiestruturadas junto a uma amostra de 12 fronteiriços. O Uruguai foi caracterizado no discurso jornalístico como uma proposta de consumo, como destino turístico ou em função de seus produtos e recursos naturais. As narrativas noticiosas colaboraram para reforçar a identificação entre uruguaios e brasileiros com respeito ao pertencimento regional e ao estilo de vida.

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Biografia do Autor

Roberta Brandalise, Faculdade Cásper Líbero

Professora dos cursos de graduação e pós-graduação da Faculdade Cásper Líbero (FCL); atua nas disciplinas de Teoria da Comunicação, História do Jornalismo, Temas e Problemas Atuais em Comunicação e Comunicação, Globalização e Cultura da Imagem. Doutora e Mestre em Ciências da Comunicação, pela Escola de Comunicações e Artes (ECA), da Universidade de São Paulo (USP). Jornalista formada pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Pesquisa a televisão e o processo de produção, recepção, negociação e disputa de sentidos na dinâmica sociocultural da realidade contemporânea. Email: rbrandalise@casperlibero.edu.br

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ISSN n° 2447-4266 Vol. 2, n. 5, Setembro-Dezembro. 2016

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Revista Observatório, Palmas, v. 2, n. 5, p. 271-292, set./dez. 2016

Publicado
2016-12-25
Como Citar
BRANDALISE, R. O ACIONAMENTO DE IDENTIDADES COMPARTILHADAS NA FRONTEIRA URUGUAIO-BRASILEIRA A PARTIR DA CONSTRUÇÃO DO URUGUAI COMO PROPOSTA DE CONSUMO. Revista Observatório, v. 2, n. 5, p. 271-292, 25 dez. 2016.