A RELAÇÃO ENTRE TRABALHO E SAÚDE MENTAL EM PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS SUBSTITUTOS

Resumo

A presente pesquisa teve como objetivo identificar a relação entre trabalho e a saúde mental dos docentes universitários substitutos, levando em consideração as condições e a organização do trabalho presente no contexto universitário. A pesquisa, de abordagem qualitativa foi realizada com 11 professores que atuam como substitutos em duas universidades públicas. A coleta de dados se deu por meio de uma entrevista semiestruturada. Após a análise das entrevistas, constatou- se que os fatores que mais causam sofrimento e contribuem para o adoecimento dos professores substitutos, se relacionam com a organização do trabalho, e dizem respeito a distribuição de carga horária de trabalho entre efetivos e substitutos, a baixa remuneração e a falta de autonomia para decidirem questões da execução do serviço. Em decorrência da baixa remuneração, muitos professores substitutos acabam assumindo atividades em outras instituições (como docente ou não) para complementar a renda pessoal e/ou familiar. Essa dupla (ou tripla) jornada de trabalho acaba repercutindo nas condições de saúde desses trabalhadores, deixando-os mais propensos ao adoecimento físico e mental. Porém, percebeu-se que o fato de estarem em sala de aula, gera um sentimento de realização nos docentes, sendo a principalmente fonte de prazer no trabalho.

Biografia do Autor

Bruno Medeiros, Centro Universitário UNINASSAU

Doutor em Psicologia pela Universidade de Cambridge (Reino Unido)

Publicado
2019-12-23
Seção
Dossiê Saúde Mental nas IES