PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS CASOS NOTIFICADOS DE SÍFILIS CONGÊNITA POR REGIÃO DE SAÚDE NO TOCANTINS ENTRE OS ANOS DE 2013 A 2017
DOI:
https://doi.org/10.20873/uft.23593652201854p55Resumo
RESUMO
Este é um estudo epidemiológico transversal descritivo, retrospectivo, dos casos de sífilis congênita (SC) notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) entre 2013 e 2017. O trabalho objetiva descrever o perfil epidemiológico da SC nas oito regiões de saúde do Tocantins nesse período. As regiões de saúde foram relacionadas às variáveis: escolaridade materna, realização de pré-natal, zona de residência, momento do diagnóstico e tratamento do parceiro. Foram notificados 1.192 casos de SC e a região do Capim Dourado foi a que apresentou maior número de casos. Verificou-se que na maioria dos casos as mães estudaram até o ensino fundamental ou médio, realizaram pré-natal e residiam em zona urbana, e que o diagnóstico ocorreu durante o pré-natal, entretanto, o tratamento do parceiro não foi realizado. Apenas a região de saúde Amor Perfeito apresentou uma predominância de diagnósticos no momento do parto e a região da Ilha do Bananal foi onde houve maior percentual de diagnósticos após o parto. O aumento dos casos de SC pode refletir o aumento na sua incidência e a melhora no sistema de notificação. O percentual de parceiros não tratados e diagnósticos tardios pode sugerir um déficit qualitativo e de acesso na assistência pré-natal.
Descritores: sífilis congênita; epidemiologia; regiões de saúde.
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