Takuara Munduruku entre águas, floresta e rituais ancestrais:
Um ensaio fotográfico sobre território vivido, memória e ritualidade no Baixo Tapajós
DOI:
https://doi.org/10.20873/uft.am.2594-7494.set2026-4Palavras-chave:
Territorialidade, Cosmologia, Povos indígenas, Paisagem, AmazôniaResumo
Este ensaio fotográfico apresenta uma experiência vivida no Território Indígena Takuara, do povo Munduruku, localizado na Floresta Nacional do Tapajós, no Baixo Tapajós, a partir de registros produzidos durante pesquisa de campo realizada em agosto de 2024. As imagens percorrem diferentes dimensões do território: a casa do pajé Laurelino e os equipamentos contemporâneos de educação e saúde; os caminhos pela floresta e os deslocamentos pelas águas; os lugares associados à memória e aos vestígios cerâmicos; e os rituais realizados no território, envolvendo canto, maracás, defumação e agradecimento. O ensaio é posteriormente ampliado por um epílogo que aproxima essas experiências da história de afirmação indígena de Takuara, da memória do pajé Laurelino, da atuação de lideranças e da conclusão da demarcação física do território em 2026. As fotografias são retomadas no âmbito da Residência Pós-Doutoral em Arquitetura e Urbanismo da UFMG como parte de um acervo visual voltado à investigação das relações entre arquitetura, territorialidade, experiência sensível e ritualidade.
Referências
VAZ FILHO, Florêncio Almeida. O intelectual indígena nascido da Teologia da Libertação. Avá. Revista de Antropología, n. 33, p. 35-56, 2018.
VAZ FILHO, Florêncio Almeida. Uma trajetória militante no rádio na Amazônia. Contracorrente, n. 17, p. 281-287, 2021.
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