O MODO DE VIDA DAS FAMÍLIAS INDÍGENAS ATIKUM E A SUA REELABORAÇÃO ÉTNICA NAS ÁREAS DE TRANSIÇÃO CERRADO/CAATINGA

Autores

  • Édila Bianca Monfardini Borges Universidade Federal do Tocantins
  • Valney Dias Rigonato

Resumo

Diante do desafio de re-existir frente ao processo de expansão do agronegócio em áreas de transição Cerrado/Caatinga, este artigo objetiva apresentar como é desenvolvido o modo de vida das famílias indígenas Atikum no assentamento de Reforma Agrária Benfica em Angical – Bahia. Para tanto, pautou-se no enfoque etnogeográfico: trata-se de uma via específica de análise qualitativa de  Pesquisa – Ação – Participativa, em que foi possível vivenciar o cotidiano dos remanescentes supracitados, além de procedimentos metodológicos como: a confecção de mapas mentais de evolução da comunidade produzidos por crianças indígenas e sua relação com o  lugar vivido, diagrama de Venn, que demonstra a espacialidade de órgãos públicos que prestam apoio ao assentamento ,  e a  árvore do problema (DRP, 2016) produzidos  por adultos indígenas em que externalizam as principais questões a serem  superadas.  A pesquisa identificou que mesmo invisibilizados, a família Atikum tenta se afirmar enquanto sujeitos de uma área que não é demarcação indígena, por meio de um processo contínuo de ressignificação da sua identidade étnica

Biografia do Autor

Édila Bianca Monfardini Borges, Universidade Federal do Tocantins

Mestranda em Geografia pelo programa de Pós Graduação em Geografia da Universidade Federal do Tocantins – campus Porto Nacional

Valney Dias Rigonato

Professor do curso de graduação em Geografia da Universidade Federal do Oeste da Bahia – campus Barreiras

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Publicado

2022-05-18