AUTONOMIA DOCENTE NA CONTEMPORANEIDADE: fundamentos, condições e possibilidades

  • José Carlos da Silveira Freire Universidade Federal do Tocantins
Palavras-chave: autonomia, práxis moral, trabalho docente, universidade, emancipação

Resumo

Este trabalho discute os fundamentos ontológicos da autonomia docente na perspectiva da emancipação humana. O conceito de autonomia como práxis moral é problematizado a partir do referencial teórico de Marx, para quem a autonomia emerge como uma práxis sócio-histórica e crítica cultural de transformação das condições do trabalho alienado. A questão norteadora desse trabalho foi saber o sentido sócio-historico de autonomia, suas condições e possibilidade na sociedade contemporânea. Postula-se a autonomia como práxis de emancipação presente no horizonte do trabalho como realização humana.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

José Carlos da Silveira Freire, Universidade Federal do Tocantins

Doutor em Educação, Mestre em Educação e Graduado em Pedagogia. Professor da Universidade Federal do Tocantins, atuando na formação de professores. É membro fundador do Núcleo de Estudos em Educação, Desigualdade Social e Políticas Públicas – NEPED. E-mail: cfreire@uft.edu.br

Referências

ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2000.

BARBOSA. Manuel Gonçalves. Sob o signo da luz e das sombras: o imaginário da autonomia em educação. Linhas Críticas. Brasília, DF, n. 36, (p. 249-264), 2012

CURY, Carlos Roberto Jamil. A questão da autonomia universitária. Educação em revista. Belo Horizonte-MG: Faculdade de Educação, 1989.

DALBOSCO, Claudio Almir. Educação natural em Rousseau: das necessidades da criança e dos cuidados do adulto. São Paulo: Cortez, 2011.

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda, Novo Aurélio - Século XXI: o dicionário da língua portuguesa. 3 ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999.

FRIGOTTO, Gaudêncio. Educação e Trabalho: bases para debater a educação profissional emancipadora. Perspectiva, Florianópolis: CED/UFSC,v. 19, n. 01, p. 71-87, 2001.

FROMM, Erich. Conceito marxista do homem. 3. ed. trad. Otávio Alves Velho. Rio de Janeiro: Zahar, 1964.

HEGEL, G. W. F. Princípios da Filosofia do Direito. São Paulo: Martins Fontes, 1997.

KANT, Immanuel. A metafísica dos costumes. 2. ed. Bauru, SP: Edipro, 2008.

_____. Resposta à pergunta: O que é esclarecimento? (Aufklarung). In: Textos selecionados. 5. ed. Petropólis, RJ: Vozes, 2009.

KUENZER, Acácia Zeneida. Ensino de 2º Grau: o trabalho como princípio educativo. São Paulo: Cortez, 1988.

LOJKINE, Jean. A revolução informacional. São Paulo: Cortez, 1995.

MACHADO, Lucília Regina. O “Modelo de Competências” e a regulamentação da base curricular nacional e de organização do ensino médio. Trabalho e Educação, Belo Horizonte, n° 4, p. 79-95, ago/dez. 1998.

MARX, K. O capital. São Paulo: Abril Cultural, vol.1, t.1, 1983.

MARX, K.; ENGELS, F. A ideologia alemã: (I - Feuerbach). 4. ed. São Paulo: Hucitec, 1984.

____. A Mercadoria. In: _____. O Capital. 3.ed. São Paulo: Nova Cultural, 1988, V.I (p. 45-78).

_____. Manuscritos econômico-filosóficos. São Paulo: Boitempo, 2004.

_____. A Ideologia Alemã. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

MERQUIOR, José Guilherme. O liberalismo – antigo e moderno. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1991.

DALBOSCO. Claudio Almir. Filosofia e Educação no Emilio de Rousseau. Campinas, São Paulo: Alínea, 2011.

RODRIGUES, Anegleyce Teodoro. A universidade como instituição social de formação e como organização administrada: confronto de sentidos nas reformas acadêmicas do ensino de graduação da Universidade Federal de Goiás entre 1983 e 2002. Tese (Doutorado) − Programa de Pós-Graduação em Educação da UFG, Goiânia-GO, 2011.

ROUSSEAU, Jean-Jacques. Emílio ou Da educação. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2004.

SAVIANI, Dermeval. Pedagogia histórico-critica – primeiras aproximações. 2. ed. São Paulo: Cortez/Autores Associados, 1991.

SEVERINO, Antonio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 23.ª edição. São Paulo: Cortez, 2011.

SOUZA, José Carlos Aguiar de. O Projeto da Modernidade: Autonomia, secularização e novas perspectivas. Brasília: Líber, 2005.

Publicado
2018-04-01
Como Citar
FREIRE, J. AUTONOMIA DOCENTE NA CONTEMPORANEIDADE: fundamentos, condições e possibilidades. Revista Observatório, v. 4, n. 2, p. 321-345, 1 abr. 2018.