DESAFIOS DE UMA PESQUISA INTERNACIONAL: adaptações e inovações a partir de um olhar periférico para o cosmopolitismo

Palavras-chave: cosmopolitismo, periférico, pesquisa internacional, adaptações, inovações

Resumo

Esse artigo desenvolve uma discussão acerca da experiência com a pesquisa “Cosmopolitismos Juvenis no Brasil”, parte constituinte do projeto internacional “Cultures Juveniles à l' ère de la globalization”, que visa desenvolver um estudo comparativo em cidades globais para discutir como os jovens constroem representações de si mesmos e de suas relações com o mundo, através do consumo de bens culturais globais ou locais. Apresentamos as escolhas teórico-metodológicas realizadas para adaptações e inovações da pesquisa, devido aos desafios encontrados no processo de aplicação dentro de um contexto híbrido e periférico.

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Biografia do Autor

Wilson Roberto Bekesas, ESPM-SP

Doutor e mestre em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (UCSP). Graduação em Comunicação Social - Publicidade pela Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo (ESPM). É professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo (ESPM). E-mail: wbekesas@espm.br.

Viviane Riegel, ESPM/SP

Doutoranda em Comunicação e Práticas de Consumo pela Escola Superior de Propaganda e Marketing ESPM-SP (2015) com bolsa CAPES-PROSUP, Mestre em Comunicação e Práticas de Consumo e Bacharel em Administração Mercadológica pela Escola Superior de Propaganda e Marketing ESPM-SP. E-mail: viviane_riegel@terra.com.br.

Joana Angélica Pellerano, ESPM-SP

Doutoranda em Comunicação e Práticas de Consumo pela ESPM-SP como bolsista PROSUP/CAPES, mestre em Ciências Sociais pela PUC-SP e em Comunicação e Gastronomia pela Universitat de Vic, e bacharel em Comunicação Social - Jornalismo pela UFES. É professora e pesquisadora da área de alimentação. E-mail: joanapellerano@yahoo.com.br.

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Publicado
2017-05-01
Como Citar
BEKESAS, W.; RIEGEL, V.; PELLERANO, J. DESAFIOS DE UMA PESQUISA INTERNACIONAL: adaptações e inovações a partir de um olhar periférico para o cosmopolitismo. Revista Observatório, v. 3, n. 3, p. 346-369, 1 maio 2017.