A crise do jornalismo: ecos e silêncios nas práticas e nas narrativas

Palavras-chave: crise do jornalismo, futuro do jornalismo., práticas, hegemonia, futuro do jornalismo

Resumo

Pesquisadores e jornalistas dedicam-se a compreender que tensionamentos abalam o sistema de produção de sentido que até então ostentava certa hegemonia como discurso que representa um presente social de referência (GOMIS, 1999). Este artigo reflete sobre o modo como a crise do jornalismo tem aparecido nos discursos e nas práticas da própria imprensa. A suspeita inicial é a de que a crise configura-se em acontecimento silenciado pela mídia hegemônica. Por outro lado, inevitavelmente ela transparece também nas práticas jornalísticas, uma vez que tem atingido de forma intensa a estrutura de funcionamento das redações. Além disso, tem provocado os jornalistas a reverem suas competências e o campo a transformar - de certo modo - seus pressupostos e modos de fazer.

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Biografia do Autor

Christa Liselote Berger Ramos Kuschick, Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Jornalista, doutora em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo ECA/USP. Professora titular do PPG em Ciências da Comunicação da Unisinos. Pesquisadora 1B do CNPQ. 

Vanessa Hauser, Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Doutoranda em Ciências da Comunicação na Universidade do Vale do Rios dos Sinos. Mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina. Professora do curso de Jornalismo na Universidade Luterana do Brasil. E-mail: hauservanessa@gmail.com. 

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Publicado
2015-12-08
Como Citar
BERGER RAMOS KUSCHICK, C.; HAUSER, V. A crise do jornalismo: ecos e silêncios nas práticas e nas narrativas. Revista Observatório, v. 1, n. 2, p. 117-135, 8 dez. 2015.