VIVÊNCIAS ACADÊMICAS E SOFRIMENTO PSÍQUICO EM ESTUDANTES DE MEDICINA

Resumo

Estudar Medicina acompanha cobranças pessoais e sociais, pois é uma profissão de grande responsabilidade. O curso possui carga horária elevada e exige dedicação, esforço e sacrifício de seus alunos, que muitas vezes precisam abdicar de atividades de lazer e criar novos hábitos de estudo. Portanto, objetiva-se descrever os problemas físicos, psicológicos e sociais identificados como causados pela vida acadêmica como estudante de Medicina. A pesquisa foi realizada com 36 estudantes de todos os períodos do curso, selecionados de forma aleatória. Utilizou-se o Protocolo de Avaliação dos Riscos Psicossociais no Trabalho – PROART, além de entrevista semiestruturada. Os resultados evidenciaram sintomas psicológicos, como mau-humor e vontade de ficar sozinho, e sintomas físicos, como dor de cabeça e nas costas. Além disso, os acadêmicos afirmaram haver necessidade de mudança na grade curricular e demonstraram sofrerem com a falta de tempo e a ansiedade frente às pressões cotidianas. Conclui-se que o curso de Medicina, com sua carga horária extenuante e por exigir dedicação em tempo integral, pode expor os alunos a situações exaustivas e de sofrimento, mostrando a importância de refletir sobre a forma que eles lidam com sua formação e pensar em estratégias para atenuar as vivências que podem levar ao sofrimento.

Biografia do Autor

Socorro de Fátima Moraes Nina, Universidade do Estado do Amazonas - UEA

Professora Adjunta da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Doutora em Sociedade e Cultura na Amazônia - UFAM. Membro do GT Psicodinâmica e Clínica do Trabalho da Associação Nacional de Pesquisa e LAPSIC-AM. Psicóloga do CEREST-AM.

Rafaela Cruz de Oliveira, Universidade do Estado do Amazonas - UEA

Acadêmica de Medicina da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Publicado
2019-12-23
Seção
Dossiê Saúde Mental nas IES