NOTAS PARA UMA DEFINIÇÃO ANTROPOLÓGICA SOBRE A RELAÇÃO ENTRE TRABALHO E MASCULINIDADES

Resumo

A pergunta que guia este escrito é como se produz e reproduz a força do trabalho no modo de produção capitalista. Essa Pergunta nos vincula diretamente com as formas que desdobra o capital para adequar a força de trabalho aos seus objetivos de valorização, acumulação e reprodução. Nesse sentido, e também nesse ensaio, nos interessa abordar a forma em que o capital é dotado de valor, porém, sobretudo como esse processo entranha articulações de sentidos entre a construção da masculinidade e o trabalho. No marco desse enfoque, nos interessa dar ênfase na importância dos estudos de casos, abordagens que permitem analisar as relações de poder que se manifestam em processos sociais e culturais, assim como pensar nos sujeitos de carne e osso. Por outro lado, recuperamos diversos estudos sobre as masculinidades. A final, trazemos a análise dos estudos de casos investigados por nós: os trabalhadores petroleiros e os trabalhadores da indústria de software.

Biografia do Autor

Hernan Palermo, Centro de Estudos e Investigações Laborais (CEIL-CONICET-Argentina).

Doutor em Antropologia Social pela Universidade de Buenos Aires e Bacharel em Antropologia pela Faculdade de Filosofia e Letras da UBA. Atualmente é pesquisador adjunto do CONICET no programa Estudos críticos do movimento trabalhista do CEIL.  Ele também é professor-pesquisador na Faculdade de Ciências Sociais da UBA e na Universidade Nacional Arturo Jauretche (UNAJ). Ele ministrou cursos de pós-graduação em várias universidades na Argentina sobre tópicos relacionados a metodologias de trabalho e pesquisa. Ele foi um estudioso CONICET durante os anos de 2006-2011. Em 2013 obteve a bolsa CLACSO-SIDA para a promoção da pesquisa social. Tópico: "Estudos sobre políticas públicas na América Latina e no Caribe". Diretor da Revista Latino-Americana de Antropologia do Trabalho, pertencente ao CEIL da Argentina e à CIESAS do México. Faz parte do Grupo de Antropologia do Trabalho (GAT) e um dos editores da Coleção de Estudos de Antropologia do Trabalho .

Publicado
2018-12-04
Seção
Artigos Teóricos e Empíricos