LINGUÍSTICA DE LÍNGUAS DE SINAIS: INTERFACES DE DESCRIÇÃO E ANÁLISE LINGUÍSTICA
DOI:
https://doi.org/10.20873/asel.v34i1.23063Palavras-chave:
Linguística das Línguas de Sinais, Descrição e Análise Linguística, LibrasResumo
Os estudos linguísticos das línguas de sinais, enquanto campo científico sistematizado, têm como marco inaugural os trabalhos de Stokoe (1960), sobre a Língua de Sinais Americana (ASL), que demonstraram, de forma pioneira, o estatuto linguístico pleno dessas línguas. Ao evidenciar que as línguas de sinais possuem estrutura fonológica, morfológica e sintática próprias, Stokoe rompeu com concepções reducionistas que as tratavam como meros sistemas gestuais. No Brasil, esse campo começa a se consolidar a partir da década de 1980, com as contribuições de Ferreira-Brito (1984, 1990, 1995), seguidas, nos anos posteriores, por pesquisas fundamentais desenvolvidas por Quadros (1999), Quadros e Karnopp (2004), entre outros/as pesquisadores/as que ampliaram as bases teóricas e descritivas da Língua Brasileira de Sinais (Libras). É nesse cenário de consolidação e expansão que se insere o presente dossiê, reunindo trabalhos que evidenciam a pluralidade de interfaces entre descrição e análise linguística das línguas de sinais, com especial ênfase na Libras. Os artigos aqui apresentados podem ser organizados em eixos temáticos que, embora inter-relacionados, destacam diferentes dimensões do fenômeno linguístico e semiótico.
Referências
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