TENDÊNCIA DE MORTALIDADE POR CÂNCER DE PULMÃO NO ESTADO DO TOCANTINS NO PERÍODO DE 2010 A 2016

  • Gabriel Lima Cardoso Barros UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS
  • Alysson Damasceno Marques UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS
  • Luiz Henrique Brito Mendanha UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS
  • Jonathas Santos Oliveira UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS
  • Danilla Assad Fernandes UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS

Resumo

OBJETIVO: Analisar a tendência de mortalidade por neoplasia maligna de traqueia, brônquios e pulmões no estado do Tocantins, no período de 2010 a 2016. MATERIAIS E MÉTODOS: Trata-se de um estudo retrospectivo de série temporal que utilizou como fonte de dados o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), a base de dados do Departamento de Informática do SUS (DATASUS) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para os anos de 2010 a 2016. Foram incluídos nesse estudo todos os óbitos por local de residência que tiveram como causa básica da morte a neoplasia maligna de pulmões, traqueia e brônquios, baseando-se na Classificação Internacional de Doenças (CID), CID-10, códigos C33 e C34. Posteriormente, esses dados foram organizados por sexo, raça e faixa etária. Por fim, foi calculada a tendência de mortalidade a partir de regressão linear simples através do programa Microsoft Excel 2019. RESULTADOS: Em valores absolutos foram notificados ao SIM 667 óbitos. Desse total, 412 (61,76%) ocorreram em homens e 255 (38,23%) em mulheres. As taxas brutas de mortalidade variaram de 5,30/100.000, em 2010, para 7,10/100.000 em 2016. Em Palmas, o número de óbitos foi de 85 (12,74%), sendo a cidade do estado com maior incidência. Dos 667 óbitos, 389 (58,32%) ocorreram em indivíduos autodeclarados pardos. Em relação à faixa etária, a maioria dos óbitos ocorreu na faixa entre 60 e 69 anos, 190 óbitos (28,48%). A partir de cálculos de regressão linear foram obtidas equações de primeiro grau com coeficiente angular positivo, evidenciando uma tendência ascendente. CONCLUSÃO: Evidencia-se a necessidade da implementação de políticas de saúde voltadas para o controle dos fatores de risco e para seu diagnóstico precoce, uma vez que é estimado o aumento estatístico da mortalidade nos próximos anos.

Publicado
2020-02-07