RELAÇÃO ENTRE MORTALIDADE INFANTIL E ESCOLARIDADE MATERNA NO ESTADO DO TOCANTINS DE 2010 A 2015.

  • José Ricardo Lopes Filho Fundação Universidade Federal do Tocantins - UFT
  • Luiz Sinésio Silva Neto

Resumo

Apesar do constante declínio, a mortalidade infantil no Brasil ainda é considerada alta quando comparada com países desenvolvidos. O objetivo do presente estudo consiste na identificação da relação causal entre escolaridade materna e mortalidade infantil no estado do Tocantins durante o período de 2010 a 2015, comparando os resultados obtidos com estudos conduzido sem outras localidades. Afim disso foi feito um estudo epidemiológico observacional, com resultados lançando mão de estatística descritiva, a partir de dados retirados do DATASUS, precisamente do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (SINASC) e Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM). Obteve-se como resultado uma Mortalidade Infantil (MI) de 14,22 óbitos a cada 1000 nascidos vivos (%ₒ NV). O filho de uma mãe sem nenhuma escolaridade tem 19,60 vezes mais chances de ir a óbito que o filho de uma mãe que estudou de 8 a 11 anos, e 31,97 vezes mais chances de falecer que o filho de uma mãe que estudou 12 anos ou mais. Apenas no ano de 2011 ocorreu de a MI relacionada a mães de maior escolaridade ser maior que a MI oriunda de mães com menor escolaridade. Assim como nos demais estudos presentes na literatura uma escolaridade materna maior ou igual a 8 anos foi considerada fator de proteção contra a MI, o que pode ser explicado, dentre outros motivos, pela importância de temas relacionados à higiene e saúde, orientados pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), serem abordados desde os primeiros anos da educação regular no Brasil. Sendo assim, é imprescindível que políticas públicas de educação e saúde se complementem, melhorando os respectivos indicadores e consequentemente dando segurança e dignidade à população.  

Palavras-chave: Mortalidade Infantil; Escolaridade; Fatores de Risco; Sistemas de Informação.

ABSTRACT

Although the constant decline, in Brazil, the infant mortality rates are still considered high when compared with developed countries. The present study aims to identify the causal relationship between maternal schoolirity and infant mortality on the state of Tocantins during the period between 2010 and 2015, comparing the obtained results with studies conducted on other locations. For this purpose, an observational epidemiological study has been carried out. The results were managed with descriptive statistics, using data acquired from DATASUS, more precisely from the Information System on Live Births (SINASC) and the Information System on Mortality (SIM). As a result, an Infant Mortality rate (IM) of 14,22 deaths per 1000 live births (%ₒ LB) has been found. The child of a mother with no schoolirity is 19,60 times more likely to die than the that of a mother who has studied from 8 to 11 years, and 31,97 times more likely to die than the infant of a mother that has studied 12 years or more. Only in 2011, we found that a higher IM was observed in children from mothers with higher schoolirity instead of those with a lower one. As in other studies in the literature, a maternal schoolirity equal to or greater than 8 years has been considered a protection factor against IM, which could be explained, among other reasons, to the importance of elements related to hygiene and health, guided by the National Curricular Parameters (NCP), to be approached from the earliest years of regular education in Brazil. Therefore, it is of utmost importance that the public policies of education and health to complement each other, leading to the improvement of both indicators and, consequently, providing security and dignity to the population.

Keywords: Infant Mortality; Educational Status; Risk Factors; Information Systems.

Publicado
2018-12-09