RISCO DE DOENÇA TROMBOLÍTICAS APÓS O USO DE ALGESTONA ACETOFENIDA E ENANTATO DE ESTRADIOL

Risco de doenças trombolítica

  • Rosangela Correa Rodrigues Duarte Universidade de Brasilia
  • Flávia Schechtman Belham
  • Maria Clotilde H. Tavares

Resumo

Muitos estudos tem demonstrado que há um risco acentuado de doenças trombolíticas, que podem ser agravadas com predisposições a obesidade, fatores genéticos, fumantes e entre outros. No entanto, estes riscos não são, normalmente citados antes do uso métodos contraceptivos hormonais. Sendo assim, muitas mulheres estão expostas a riscos graves a saúde durante o uso de contraceptivos hormonais. Logo, o intuito do nosso estudo foi avaliar uso prolongado da substância algestona acetofenida e enantato de estradiol sobre o ciclo menstrual de fêmeas cativas de Sapajus libidinosus (macaco-prego). Para tal, foram usadas 06 fêmeas adultas de macaco-prego mantidas no Centro de Primatologia da Universidade de Brasília CP/UnB. Para fins experimentais, as fêmeas receberam uma dose única de 0,10 ml do contraceptivo injetável, que foi administrado a cada 21 dias. Sendo assim, cada fêmea recebeu 05 administrações de contraceptivo consecutivas. Também foram realizadas 12 coletas de sanguíneas de cada fêmea, por meio deste material biológico foram analisados os fatores de coagulação sanguínea, por exemplos, número de plaquetas, fibrinogênio e tempos de protrombina (TP) e tromboplastina (TTPa). Os resultados obtidos permitiram identificar que houve alterações nos fatores de coagulação sanguínea, pois foi registrado um aumento no número de plaquetas (F1,61=450.92; p<0.05) e redução nos tempos de TP (F1,61=91.77; p<0.001) e TTPa (F1,61=42.94; p<0.001). Diante disso é possível mencionar que o contraceptivo administrado nas fêmeas de macaco-prego promoveu alterações nos parâmetros fisiológicos, que são relacionados nos fatores de coagulação. Neste sentido, as fêmeas de macaco-prego podem ser um modelo animal importante, para estudos sobre o tema na medida em que os resultados aqui obtidos demonstram que, fisiologicamente, elas apresentam alterações semelhantes àquelas, que também são encontradas nas mulheres usuárias de contraceptivo hormonal combinado.

Publicado
2018-04-16