RELATO DE CASO: RECIDIVA LEISHMANIOSE VISCERAL GANGLIONAR EM UM PACIENTE COINFECTADO PELO VÍRUS DA IMUNODEFICIÊNCIA HUMANA

Autores

  • Caroline Benicio Bossler Acadêmica de Medicina da Universidade Federal do Tocantins https://orcid.org/0000-0002-9039-700X
  • Letícia Fernanda Farias Porto Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos - ITPAC PORTO/AFYA
  • Olivia Maria Veloso Costa Coutinho Médica Infectologista pelo Hospital Heliópolis - São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.20873/10.20873/uft.2446-6492.2023v10n1p82%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20

Resumo

Introdução: Leishmaniose Visceral (LV) é uma zooantroponose endêmica no país. O Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), causa imunodepressão que predispõe à coinfecção LV-HIV. O objetivo deste estudo é relatar um caso de recidiva de LV acometendo apenas cadeia de gânglios linfáticos difusamente, acompanhado pelo Serviço de Infectologia do Hospital Geral de Palmas. Desenvolvimento: Paciente JHA 34 anos, natural de Bacabal-MA, com diagnóstico anterior em 2013 de HIV e história de LV tratada resolutivamente há 5 meses com Anfotericina B Lipossomal e manutenção com profilaxia secundária. O paciente iniciou acompanhamento há 3 anos junto a Infectologia sendo diagnosticado com LV de caráter ganglionar difuso por meio de biópsia mesentérica. Retornou em fevereiro de 2022 com quadro de adenomegalia difusa (submandibular, cervical, axilar, inguinal), febre moderada, inapetência e perda ponderal a esclarecer. Laboratorialmente paciente apresentava pancitopenia. A tomografia de pelve confirmou o aumento dos gânglios. Com tal evidência, o mesmo foi requerido a internação hospitalar. Durante esse tempo o paciente fez uso de Anfotericina B Lipossomal durante 10 dias e recebeu alta da enfermaria, assintomático com regressão linfonodal e retorno em 15 dias ambulatorialmente para manutenção com profilaxia secundária até CD4 > 350. Considerações Finais: Tal caso, nos confirma que o agente da doença pode permanecer em órgãos do sistema monocítico fagocitário, sendo capaz de permanecer por longo período no indivíduo infectado. Pode ocorrer, devido a diversos fatores que afetam a resistência do hospedeiro, a reativação da doença. Neste caso, o paciente recebeu alta da profilaxia com CD4 > 200 e mesmo assim houve recidiva. Isso ilustra um caso atípico de LV, sem hepatoesplenomegalia e gamaglobulinemia. E reitera a importância do seguimento da profilaxia secundária em pacientes HIV por maior período.

 

Palavras-chave: Leishmaniose Visceral; Recidiva; Doenças Linfáticas.

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Publicado

2023-05-17

Como Citar

Benicio Bossler , C. ., Farias Porto, L. F., & Veloso Costa Coutinho, O. M. (2023). RELATO DE CASO: RECIDIVA LEISHMANIOSE VISCERAL GANGLIONAR EM UM PACIENTE COINFECTADO PELO VÍRUS DA IMUNODEFICIÊNCIA HUMANA. Revista De Patologia Do Tocantins, 10(1), 82–87. https://doi.org/10.20873/10.20873/uft.2446-6492.2023v10n1p82

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