JORNALISMO E AFETOS NA EXPERIÊNCIA TRANSMÍDIA DO MOVIMENTO AMBIENTAL

Palavras-chave: jornalismo ambiental, afetos, transmídia, movimento ambiental

Resumo

Nosso trabalho parte da hipótese de que o movimento ambiental, ao assumir as mudanças tecnológicas da contemporaneidade, tem se apropriado das Tecnologias da Informação e Comunicação e dos novos formatos e gêneros narrativos que elas possibilitam. Com isso, produzem um tipo de jornalismo ambiental engajado, e que comporta os problemas socioambientais com mais profundidade e empatia, em um contexto de experiências tecnológicas como as narrativas transmidiáticas, as longforms, a realidade virtual, a gamificação. Levantamos aqui as produções multimídias desenvolvidas pelas organizações ambientalistas Instituto Socioambiental, WWF e Greenpeace, no período de julho de 2017 a julho de 2018, e constatamos investimento em recursos imersivos tanto na técnica como no discurso, que colocamos em discussão.

 

PALAVRAS-CHAVE: Jornalismo ambiental; afetos; transmídia; movimento ambiental.

 

 

ABSTRACT

Our work is based on the hypothesis that the environmental movement, when assuming the technological changes of contemporaneity, has appropriated Information and Communication Technologies and the new formats and narrative genres that they enable. As a result, they produce a kind of journalism that engages, and which brings socio-environmental problems more deeply and empathically, in a context of technological experiences such as longforms, virtual reality, gamification. We raised the multimedia productions developed by the environmental organizations Instituto Socioambiental, WWF and Greenpeace, from July 2017 to July 2018, and we noticed investment in immersive resources both in the technique and in the discourse, that we put in analysis.

 

KEYWORDS: Environmental journalism; affections; multimedia; environmental movement.

 

 

RESUMEN

Nuestra investigación parte de la hipótesis de que el movimiento ambiental, al asumir los cambios tecnológicos de la contemporaneidad, se ha apropiado de las Tecnologías de la Información y Comunicación y de los nuevos formatos y géneros narrativos que posibilitan. Con eso, producen un tipo de periodismo ambiental comprometido, y que comporta los problemas socioambientales con más profundidad y empatía, en un contexto de experiencias tecnológicas como las narrativas transmediaticas, la realidad virtual, la gamificación. En el período de julio de 2017 a julio de 2018,  levantamos las producciones multimedia desarrolladas por las organizaciones ambientalistas Instituto Socioambiental, WWF y Greenpeace, y constatamos la inversión en recursos inmersivos tanto en la técnica y en el discurso, que ponemos en discusión.

 

PALABRAS CLAVE: Periodismo ambiental; afectos; transmedia; movimiento ambiental.

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Biografia do Autor

Katarini Giroldo Miguel, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

Graduada em Jornalismo pela Universidade do Sagrado Coração (USC). Mestre em Comunicação pela Unesp/Bauru e Doutora em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo, com período de doutorado sanduíche na Universidade Complutense de Madri.  E-mail: katarini.miguel@ufms.br.

Mylena Fraiha Machado, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

Graduanda em Jornalismo - bacharelado da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Bolsista de Iniciação Científica (PIBIC - UFMS).. E-mail: myle.fraiha@gmail.com

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Publicado
2019-07-01
Como Citar
MIGUEL, K. G.; MACHADO, M. F. JORNALISMO E AFETOS NA EXPERIÊNCIA TRANSMÍDIA DO MOVIMENTO AMBIENTAL. Revista Observatório, v. 5, n. 4, p. 280-308, 1 jul. 2019.
Seção
Tema Livre / Free Theme / Tema Libre