Os sentidos nos ditos e nos não ditos pelas revistas Veja, Época, IstoÉ e CartaCapital sobre a posse da presidente Dilma Rousseff

Palavras-chave: discurso jornalístico, contrato de comunicação, silenciamento, revistas, Dilma Rousseff

Resumo

O objetivo deste artigo é compreender quais são os sentidos produzidos nos ditos e nos não ditos pelas revistas Veja, Época, IstoÉ e CartaCapital sobre a posse da presidente Dilma Rousseff. Com base na perspectiva teórico-metodológica da análise do discurso, identificamos três formações discursivas predominantes nos ditos das quatro revistas: Posse controversa, Posse melancólica e Posse da dieta. Já nos sentidos produzidos pelos não ditos, observamos por parte de Época, IstoÉ e CartaCapital a reiteração da maioria dos sentidos presentes nos ditos de Veja, que saiu na frente na cobertura sobre a posse. Isso mostra, entre outras coisas, que a prática discursiva do jornalismo prevalece em relação ao posicionamento editorial das revistas.

 

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Biografia do Autor

Daiane Bertasso, Universidade Federal de Santa Catarina

Professora Ajunta no Departamento de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Doutora em Comunicação e Informação (UFRGS). Mestre em Comunicação Midiática (UFSM). Graduada em Comunicação Social (UNIJUI). E-mail: daianebertasso@gmail.com.  

Sabrina Franzoni, Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Professora no curso de Jornalismo da UNISINOS. Doutora em Comunicação e Informação pela UFRGS. Mestre em Sociologia Política pela UFSC. Jornalista pela UFSC. E-mail: sabrinafranzoni@yahoo.com.br

Silvia Lisboa, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Mestre em Comunicação e Informação pela UFRGS. Jornalista pela UFRGS. E-mail: lisboasilvia@gmail.com.

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Publicado
2015-09-30
Como Citar
BERTASSO, D.; FRANZONI, S.; LISBOA, S. Os sentidos nos ditos e nos não ditos pelas revistas Veja, Época, IstoÉ e CartaCapital sobre a posse da presidente Dilma Rousseff. Revista Observatório, v. 1, n. 1, p. 216-232, 30 set. 2015.