“Da família, mas nem tanto”: história de vida de uma trabalhadora doméstica

Autores

  • Matheus Vasconcelos Castelliano Universidade Estadual da Paraíba, Campina Grande, PB, Brasil.
  • Manuella Castelo Branco Pessoa Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, PB, Brasil.
  • Wesley Jordan Pereira da Silva Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, RN, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.20873/2526-1487e025022

Palavras-chave:

Divisão Sexual do Trabalho, História de Vida, Mulheres Trabalhadoras, Trabalho Doméstico

Resumo

O trabalho doméstico é, atualmente, o maior agrupamento de mulheres trabalhadoras no Brasil. Trata-se de uma atividade que possui características associadas a práticas como o trabalho escravo e da subserviência, bem como pela informalidade e precarização do trabalho. Este artigo visa narrar a trajetória de vida de uma trabalhadora doméstica chamada Diva, evidenciando os aspectos subjetivos e objetivos da sua história de vida. Para tal, utilizou-se da História de Vida como principal ferramenta metodológica, bem como o uso do instrumento Agenda Colorida para acessar o cotidiano da trabalhadora. A participante da pesquisa, uma mulher negra que possuía 47 anos durante os encontros, passou a trabalhar como babá e, posteriormente, após a conclusão do ensino médio, empregada doméstica. A sua trajetória é marcada por espaços de invisibilidade e expropriação do trabalho e do corpo, porém, destaca-se como a ferramenta da História de Vida proporcionou um espaço para repensar as possibilidades. Dessa forma, convoca-se a produção científica da Psicologia, um rompimento com paradigmas racistas, sexistas e opressores e, que seja alcançado um caminho de superação e emancipação individual e coletiva.

Biografia do Autor

Matheus Vasconcelos Castelliano, Universidade Estadual da Paraíba, Campina Grande, PB, Brasil.

Mestrando pelo Programa de Pós-graduação em Psicologia da Saúde da Universidade Estadual da Paraíba (PPGPS/UEPB). Graduação em Psicologia (Universidade Federal da Paraíba/UFPB). Pesquisador sobre Trabalho Doméstico Remunerado vinculado ao Núcleo de Pesquisas e Estudos sobre o Desenvolvimento da Infância e Adolescência (NUPEDIA). 

Manuella Castelo Branco Pessoa, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, PB, Brasil.

Professora Adjunta no Departamento de Psicologia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Doutora em Psicologia Social pela UFPB, com estágio na modalidade sanduíche no Instituto de Iberoamérica da Universidade de Salamanca (Espanha). Pós-doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Saúde da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Vice-líder do Núcleo de Pesquisa e Estudos sobre a Infância e Adolescência (NUPEDIA). Pesquisadora vinculada ao Grupo de Pesquisa Subjetividade e Trabalho (GPST). Colaboradora no Programa de Pós-graduação em Psicologia da Saúde da UEPB

Wesley Jordan Pereira da Silva, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, RN, Brasil.

Psicólogo formado pela Universidade Federal da Paraíba, mestrando pelo Programa de Pós-graduação em Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (PPgPsi/UFRN).

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Publicado

2025-12-17

Como Citar

Vasconcelos Castelliano, M., Castelo Branco Pessoa, M., & Pereira da Silva, W. J. (2025). “Da família, mas nem tanto”: história de vida de uma trabalhadora doméstica. Trabalho (En)Cena, 10(contínuo), e025022. https://doi.org/10.20873/2526-1487e025022

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