“Da família, mas nem tanto”: história de vida de uma trabalhadora doméstica
DOI:
https://doi.org/10.20873/2526-1487e025022Palavras-chave:
Divisão Sexual do Trabalho, História de Vida, Mulheres Trabalhadoras, Trabalho DomésticoResumo
O trabalho doméstico é, atualmente, o maior agrupamento de mulheres trabalhadoras no Brasil. Trata-se de uma atividade que possui características associadas a práticas como o trabalho escravo e da subserviência, bem como pela informalidade e precarização do trabalho. Este artigo visa narrar a trajetória de vida de uma trabalhadora doméstica chamada Diva, evidenciando os aspectos subjetivos e objetivos da sua história de vida. Para tal, utilizou-se da História de Vida como principal ferramenta metodológica, bem como o uso do instrumento Agenda Colorida para acessar o cotidiano da trabalhadora. A participante da pesquisa, uma mulher negra que possuía 47 anos durante os encontros, passou a trabalhar como babá e, posteriormente, após a conclusão do ensino médio, empregada doméstica. A sua trajetória é marcada por espaços de invisibilidade e expropriação do trabalho e do corpo, porém, destaca-se como a ferramenta da História de Vida proporcionou um espaço para repensar as possibilidades. Dessa forma, convoca-se a produção científica da Psicologia, um rompimento com paradigmas racistas, sexistas e opressores e, que seja alcançado um caminho de superação e emancipação individual e coletiva.
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