Branquitude e corporativismo: uma análise sobre o processo de seleção e recrutamento de empresas brasileiras

Autores

  • Heitor Marques Santos Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis, SC, Brasil.
  • Maria Eduarda Delfino das Chagas Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis, SC, Brasil.
  • Lia Vainer Schucman Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis, SC, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.20873/2526-1487e025016

Palavras-chave:

Racismo, Raça, Branquitude, Trabalho, Psicologia Social

Resumo

Este artigo tem como intuito fazer uma contribuição para o campo de estudo que relaciona as categorias raça, racismo, psicologia e trabalho. Para tal finalidade, fizemos uma análise a partir de entrevistas sobre como sujeitos que atuam no processo de recrutamento e seleção, ou influenciam na contratação de profissionais em grandes empresas, produzem práticas sobre o processo de seleção e/ou indicação de pessoas, com o intuito de entender quais são as normativas, critérios e regras destas, sejam elas tácitas ou não. Para a compreensão destas práticas, categorizamos os conteúdos destas entrevistas em dois grandes núcleos temáticos; são eles: indicação e fit cultural, ao mesmo grupo de classe e raça. Estas categorias apontaram algumas das formas dos mecanismos discriminatórios no processo de recrutamento e seleção. Os resultados obtidos nesta pesquisa apontaram que o racismo e o pacto narcísico da branquitude produzem mecanismos discriminatórios que dificultam o acesso e desenvolvimento de profissionais negros em grandes empresas.

Biografia do Autor

Heitor Marques Santos, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis, SC, Brasil.

Mestre e atual doutorando em Psicologia Social pela Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC. Psicólogo inicialmente formado pela Universidade Nove de Julho - UNINOVE (São Paulo/SP), onde atuou como pesquisador em grupos de Iniciação Científica. Pesquisador vinculado ao Núcleo de de Pesquisa em Práticas Sociais, Estética e Cultura (NUPRA/UFSC) na linha de pesquisa em desigualdade e relações étnico-raciais. Foi membro do Núcleo de Investigações Clínicas e Educacionais (NICE) do Curso de Psicologia e do Grupo de Pesquisa Educação e Neurociências (GRUPENC) do Programa de Pós-Graduação em Educação - PPGE da Universidade Nove de Julho - UNINOVE. É autor de capítulos em livros científicos e participou de evento científico. Seus interesses e área de estudos recaem sobre os processos psicossociais e culturais sob uma perspectiva racializada.

Maria Eduarda Delfino das Chagas, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis, SC, Brasil.

Mestranda na área de Psicologia Social e Cultura pelo Programa de Pós-graduação em Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGP/UFSC). Especialista em Saúde Mental, Atenção e Reabilitação Psicossocial pelo Programa de Residência Multiprofissional da Universidade do Extremo Sul Catarinense (2024). Bacharel em Psicologia pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (2021). Pesquisadora vinculada ao Núcleo de Pesquisa em Gênero e Raça (NEGRA/UNESC) e ao ao Núcleo de Pesquisa em Práticas Sociais, Estética e Cultura (NUPRA/UFSC) na linha de pesquisa em desigualdade e relações étnico-raciais. Pesquisa na área da Psicologia Social, com ênfase nas temáticas: Teoria Crítica da Raça; Relações Raciais; Território; Políticas Públicas. Trabalha como psicóloga clínica, praticante de psicanálise (CRP 12/21939).

Lia Vainer Schucman, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis, SC, Brasil.

Lia Vainer Schucman é Doutora em Psicologia Social pela Universidade de São Paulo com estágio de Doutoramento no Centro de Novos Estudos Raciais pela Universidade da Califórnia. Professora do Departamento e do Programa de Pós-Graduação em Psicologia, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Membro do Núcleo de Práticas Sociais, Estética e Política (https://nupra.paginas.ufsc.br/) pesquisadora de Psicologia e Relações Étnico-Raciais. Autora dos livro Entre o Encardido, o Branco e o Branquíssimo: Branquitude, Hierarquia e Poder na Cidade de São Paulo (Veneta, 2020) e Famílias Interraciais: tensões entre cor e amor (Fósforo 2023).

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Publicado

2025-12-17

Como Citar

Marques Santos, H., Delfino das Chagas, M. E., & Vainer Schucman, L. (2025). Branquitude e corporativismo: uma análise sobre o processo de seleção e recrutamento de empresas brasileiras. Trabalho (En)Cena, 10(contínuo), e025016. https://doi.org/10.20873/2526-1487e025016

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