A IRONIA ROMÂNTICA EM MACHADO DE ASSIS: UMA ABORDAGEM SOBRE A ESCRAVIDÃO

  • MÁRCIO ARAÚJO DE MELO UFT - Universidade Federal do Tocantins https://orcid.org/0000-0002-6665-4221
  • MARINA RODRIGUES DE OLIVEIRA Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Tocantins: Porto Nacional, TO

Resumo

Machado de Assis tornou-se conhecido, principalmente, por romances como Memórias póstumas de Brás Cubas (1881) e Dom Casmurro (1899), nos quais apresenta, por meio, sobretudo, da ironia, fortes críticas à sociedade brasileira do século XIX. Nos contos deu-se o mesmo, particularmente naqueles cujo foco foi a representação do sistema escravocrata, aspecto, às vezes, pouco abordado pela Crítica Literária que, por muito tempo, através de seus estudiosos, afirmou que o referido escritor Realista foi indiferente ou acrítico ao tema aqui em questão. Visando elucidar as considerações já feitas, iremos abordar o conto machadiano Virginius (1864), sob a perspectiva estilística, partindo do conceito de ironia romântica, abordando em que consiste esta categoria e como a mesma se relaciona ao corpus aqui selecionado.

Biografia do Autor

MÁRCIO ARAÚJO DE MELO, UFT - Universidade Federal do Tocantins

Professor e coordenador do Programa de Pós-graduação em Letras da Universidade Federal do Tocantins (PPGL/UFT). Docente do Programa de Mestrado Profissional em Letras em Rede Nacional (ProfLetras) na UFT. Membro do GT de Literatura e Ensino na ANPOLL. 

Publicado
2019-10-19