• Capa da edição v. 10, n. 2, 2019, com 3 digigravuras de Alixa, 2011 LITERATURA E ENSINO: CAMINHOS RECENTES ENTRE CRÍTICA, TEORIA, LITERATURA E LEITORES
    v. 10 n. 2 (2019)

    Sabemos que as discussões acerca do espaço da literatura na escola não são recentes. Basta uma breve pesquisa para encontrar textos, datados desde a década de 70, de autoria de pesquisadoras como Regina Zilberman, Marisa Lajolo, Glória Bordini, Lígia Chiappini, dentre outras, que já sinalizavam a difícil relação entre literatura e escola. Nos últimos anos, entretanto, essa discussão esteve mais acalorada, especialmente depois da publicação de textos de teóricos conhecidos nos estudos literários, como Tveztan Todorov e Antoine Compagnon que, ao tratarem da realidade francesa, parecem ter diminuído a obnubilação que atingia os meios acadêmicos nesta área. Difindiram-se artigos, dossiês em revistas acadêmicas, eventos com discussões. Vale destacar nesse processo a importância do Mestrado Profissional em Letras - PROFLETRAS - cujas produções muito alavancaram a formação continuada dos docentes e dos estudantes do programa. 

    O dossiê que ora apresentamos pretende abarcar essas discussões a partir de um eixo básico: as relações entre literatura, teoria e crítica no ensino, no universo da formação inicial e da escola básica. 

    Organizadores: Dra. Ana Crélia Penha Dias (UFRJ); Dr. Márcio Araújo de Melo (UFT)

  • Dossiê Estudos Linguísticos na Amazônia Brasileira. Ilustração de Luiz Roberto Peel Furtado de Oliveira Estudos Linguísticos na Amazônia Brasileira
    v. 10 n. 1 (2019)

    A presente edição da EntreLetras, Revista do Programa de Pós-Graduação em Letras: Ensino de Língua e Literatura, da Universidade Federal do Tocantins (UFT), câmpus de Araguaína, traz como dossiê a temática dos “Estudos Linguísticos na Amazônia Brasileira”. A elaboração dessa edição especial resultou de uma proposta do Grupo de Trabalho da ANPOLL “Estudos Linguísticos na Amazônia Brasileira”, cujo objetivo é aproximar, divulgar e fortalecer a pluralidade de abordagens teóricas, práticas e metodológicas empreendidas pelos Programas de Pós-Graduação localizados no que se compreende como Amazônia Legal. Nesta região onde o fazer científico encontra grandes desafios – avolumados com as ameaças de cortes para universidades e redução de bolsas para pesquisadores, como resultado de políticas traduzidas até então pelo eufêmico termo “contingenciamento” – são realizados estudos que tocam de perto a questões relevantes para a compreensão de diferentes perspectivas dessa vasta faixa territorial. Aqui se abrigam heterogêneas paisagens, mas sobretudo culturas, povos e línguas. 

    Além dos textos 13 organizados no dossiê pelas professoras Dra. Selma Maria Abdalla Dias Barbosa (UFT) e Dra. Leandra Inês Seganfredo Santos (UNEMAT), esta edição traz 9 artigos nas áreas dos estudos linguísticos e literários, que foram incluídos na seção Temas Livres.  Três contos com diferentes poéticas contribuíram para a qualidade da seção Produções Literárias.

    Agradecemos a todos os pesquisadores e pesquisadoras que se somaram para o sucesso deste novo volume da EntreLetras, com atenção especial às organizadoras do dossiê temático e aos pareceristas. 

    A gravura da capa (sem título, 2019) é de autoria do pesquisador e artista plástico Dr. Luiz Roberto Peel Furtado de Oliveira (UFT).

     

     

  • Foto Luiza Silva, 2016 Dossiê `ProfLetras II
    v. 9 n. 3 (2018)

    Conforme anunciamos na última edição da EntreLetras, excepcionalmente organizamos em 2018 três edições, em função do volume de trabalhos submetidos para o dossiê dedicado ao Programa de Mestrado Profissional em Letras em Rede Nacional (ProfLetras). Além dos 12 artigos do Dossiê, contamos com 07 produções que destinamos para a seção Temas Livres, 01 para a seção de Entrevistas e 05 poemas para Produção Literária.

                Se finalizamos o v. 9, n. 2, a poucos minutos do final das eleições presidenciais de 2018, agora o fazemos nos primeiros dias de uma contraditória gestão que inquieta pesquisadores e educadores brasileiros. Assistimos estarrecidos a críticas a intelectuais como Paulo Freire e Magda Soares, obscuras promessas de alteração nos rumos Exame Nacional do Ensino Médio, preocupantes indicações para o MEC, anúncios de revisionismo nos livros didáticos que tratam dos anos da ditadura militar, enquanto professores são insistentemente demonizados pelos grupos que assumiram o poder, responsabilizados ora por uma pretensa “doutrinação marxista”, ora pela “ideologia de gênero”, ora pelos mal resultados atribuídos exclusivamente à sua performance. Em termos semióticos, podemos pensar que os professores são apresentados como verdadeiros anti-sujeitos, numa vigorosa narrativa que se agrava com fakenews, enquanto se defende com veemência que a ciência deveria se apresentar subserviente à religião. Diante desse quadro, resistimos como docentes e pesquisadores que se voltam para refletir sobre a prática docente e encontrar saídas para o ensino de língua e literatura na educação básica. É esse o principal compromisso do ProfLetras e é para ele que se orientam os trabalhos que abrem esta nova edição. Agradecemos a todos os pesquisadores que nos enviaram seus trabalhos, aos membros do conselho editorial e pareceristas ad hoc e, em especial aos nossos leitores.

  • PROFLETRAS E A PRÁTICA PEDAGÓGICA NO ENSINO-APRENDIZAGEM DE LÍNGUA E LITERATURA
    v. 9 n. 2 (2018)

               

    DOSSIÊ: O PROFLETRAS E A PRÁTICA PEDAGÓGICA NO ENSINO-APRENDIZAGEM DE LÍNGUA E LITERATURA

     

                O PROFLETRAS completa seus primeiros anos e vai colhendo os frutos do muito que vem sendo produzido no âmbito do Programa. Criado mediante uma demanda da CAPES junto à Área Letras/Linguística – hoje, Linguística/Literatura –, conta com a mobilização de dezenas de universidades públicas e centenas de professores e pesquisadores para o compromisso com um projeto nacional que visa à qualificação de docentes que atuam no Ensino Fundamental, privilegiando como resultados saberes sobre a prática relativa ao ensino de língua e literatura.

    Como programa em rede nacional, demanda a construção de afinidades, diálogo sobre perspectivas, teorias, metodologias, incidindo por deliberações que abarcam todo o conjunto a abrigar universidades nas 5 regiões do país.  Há um enorme esforço que atesta a unidade e a identidade do programa, mas sem ferir a autonomia e a heterogeneidade das pesquisas e trabalhos desenvolvidos. E há, sobretudo, a urgência de produção de saberes novos, na medida em que muitos dos docentes que atuam no programa tiveram que reinventar suas pesquisas e interesses de estudo para atenderem pela primeira vez às especificidades do ensino de língua e literatura. Nesse esforço, não é possível trilhar o caminho fácil da mera aplicação de uma teoria para uma situação da prática: a prática exige movimentos da teoria, traz problemas e perspectivas não pensadas e encaminha o sujeito para uma dimensão mais inter, trans ou ainda indisciplinar.

                Diante disso, a EntreLetras, para sua edição de 2018.2, convidou pesquisadores que atuam no âmbito do ProfLetras para colaborarem com artigos, resenhas e ensaios que tematizam a prática de ensinar e aprender língua e literatura, compartilhando suas experiências acadêmicas para evidenciar as especificidades do que esse programa propõe para as demandas da educação básica em nível nacional.

                A presente edição resulta dessa grande partilha. Recebemos em torno de 120 trabalhos, submetidos ao processo de avaliação pelos pares. Os textos aprovados estão sendo organizados em dois números: o primeiro deles publicado neste volume de outubro de 2018; o segundo com previsão de publicação em dezembro do corrente ano.

    Como se poderá constatar, há uma diversidade de objetos de investigação, de percursos teóricos, de projetos desenvolvidos, de perspectivas assinaladas. A unidade do ProfLetras se constitui pela heterogeneidade, que adensa e complexifica a compreensão de um projeto construído coletivamente.

                Agradecemos aos autores que compartilharam conosco suas produções, contribuindo para a qualidade da edição que traz 21 artigos no Dossiê ProfLetras, 6 artigos na seção Temas Livres e 4 produções literárias. Agradecemos ainda a todos os membros do Conselho Editorial, Conselho Gestor do ProfLetras e muitos pareceristas ad-hoc que trabalharam conosco num grade esforço conjunto, assim como ao secretário do ProfLetras Nacional, John Lennon, pela arte da capa.

                Desejamos, enfim, a todos e a todas excelentes leituras e reflexões.

     

    Araguaína e Natal, 28 de outubro de 2018, num momento de grande luta pela democracia.

    Porque acreditamos nas flores vencendo o canhão.

     

    Dra. Maria da Penha Casado Alves (UFRN), Dra. Sulemi Fabiano Campos (UFRN), Dra. Luiza Helena Oliveira da Silva (UFT) - Organizadoras

  • EDIÇÃO ESPECIAL: A PRODUÇÃO INTELECTUAL DE LEWIS RICARDO GORDON
    v. 9 n. 1 (2018)

    A Revista EntreLetras apresenta uma edição especial dedicada à produção intelectual do filósofo contemporâneo Lewis Ricardo Gordon. Lewis Gordon atua nas áreas da filosofia africana, filosofia das ciências humanas e da vida, filosofia da existência, filosofia da libertação, filosofia da educação, filosofia da religião, teoria social e política, teorias de raça e racismo e pensamento pós-colonial. Possui uma significativa produção acadêmica sobre raça, racismo, fenomenologia pós-colonial, estudos africanos e existencialismo negro e é especialista na discussão do pensamento de intelectuais como W. E. B. Du Bois e Frantz Fanon. 

    Coordenação do dossiê: Profa. Dra. Rosemere Ferreira da Silva - Universidade do Estado da Bahia (UNEB) - Brasil

    Edição dos artigos em Língua Inglesa e da entrevista concedida: Profa. Dra. LaRose T. Parris - LaGuardia Community Colege/CUNY - EUA

     

     

     

  • Imagens do mercado de Araguaína. A formação do Professor de Línguas na Contemporaneidade: Cenários, Desafios e Perspectivas
    v. 8 n. 2 (2017)

                                                                                                         Compositor de destinos

                                                                                                         Tambor de todos os ritmos

                                                                                                         Tempo, tempo, tempo, tempo

                                                                                                         Entro num acordo contigo

                                                                                                                   Caetano Veloso, Oração ao tempo

     

    Em sua bela composição Oração ao Tempo, Caetano Veloso retoma a perspectiva do tempo como um deus a ser louvado para garantir as benesses da continuidade, a duração do sujeito, oferecendo em troca os elogios, a repetição do estribilho. Enquanto inscrever-se sob a dimensão do contínuo da vida, o sujeito pode e dispõe-se a cantar, inclusive, manifestações de apreço a essa divindade. Encontra-se aí implicada a negociação sob forma de oração, comprometendo as partes, ainda que o poeta remeta à ideia de um acordo sob sigilo, a um indeterminado “aquilo”. Dizer, não dizer, seduzir, encantar, negociar, demandar... O que pode a linguagem enquanto estamos inseridos na ordem do tempo, esse compositor de destinos e tambor de todos os ritmos?

    Quando pensamos no texto de apresentação desta edição da EntreLetras, principiamos por refletir sobre a dimensão do tempo. São já oito anos de uma publicação que se inicia concomitantemente à criação do Programa de Pós-graduação em Letras: Ensino de Língua e Literatura da Universidade Federal do Tocantins (PPGL/UFT), a que a EntreLetras se vincula. Reconhecemos que chegar a esta edição só nos foi possível pela dedicação dos editores que nos antecederam e pela intensa colaboração de muitos parceiros, pesquisadores e escritores que nos confiaram seus textos, membros do conselho e do comitê editorial, pareceristas ad hoc, colegas que nos auxiliam da divulgação dos trabalhos e os preciosos leitores. São muitas mãos que se unem para a consolidação da revista, que ora se apresenta com seu maior volume de trabalhos aprovados dentre um expressivo número de textos submetidos à avaliação. Para esse resultado, foi necessária a manutenção de um ritmo forte, concatenado com muitos gestos. Louvamos então o tempo conquistado e os muitos compositores dessa jornada.  

    Inicialmente, a edição conta com um dossiê coordenado pelas professoras Dra. Patrícia Fabiana Bedran (UNESP/IBILCE) e Dra. Selma Maria Abdalla Dias Barbosa (UFT): A formação do Professor de Línguas na Contemporaneidade: Cenários, Desafios e Perspectivas. Estão aqui reunidos trabalhos científicos realizados por pesquisadores na área de educação de professores que atuam em diferentes universidades públicas do país (UEM/UFG/UESC/UFT/UNEMASUL/UNESP/UFMS), de forma a contemplar, nessa diversidade de contextos e pesquisas, diferentes cenários, desafios e perspectivas sobre a difícil e necessária tarefa que é formar o professor de língua na contemporaneidade.

    Compõem o dossiê 13 artigos que revelam a pertinência do tema em questão ao trazerem para discussão questões atuais e urgentes sobre a formação do professor e o processo de ensinar e aprender língua, tais como: (i) sentido, afetividade, emoções e crenças no processo de ensino e aprendizagem de línguas; (ii) ensino de língua e formação mediados por novas tecnologias da informação e comunicação, (iii) (re)construção de identidade do professor; internacionalização e formação do professor; (iv) metodologia de  ensino e aprendizagem de línguas e formação do professor e, por fim, (v) materiais didáticos e o ensino de línguas.

    Além do dossiê, a edição contempla 10 artigos sob problemáticas diversas da Área de Línguística e Literatura, incluídos na seção Temas Livres, a que se somam 1 ensaio, 2 resenhas e 6 produções literárias. 

     

    Na capa (Foto Luiza Silva), a captura da imagem de uma das barracas do Mercado Municipal de Araguaína (TO): poesia nos arranjos da cidade. 

  • Reconciliação, escultura de Josefina de Vasconcellos (1977), em fotografia de Vanda Maria Sousa (2017) Dossiê: Estudos literários
    v. 8 n. 1 (2017)

    A edição 2017.1 da EntreLetras privilegia em sua seção dossiê a temática da literatura. As contribuições orientam-se para discussões atuais sobre os estudos literários: a. a criação poética; b. teorias que envolvem o texto literário; c. trânsito e migração sobre o literário; d. ensino de literatura e práticas oficiais ou não do formação do leitor de literatura.

    Coordenação do dossiê: Dra. Betina Ribeiro Rodrigues da Cunha (UFU); Dr. Silvio Augusto Oliveira Holanda (UFPA); Dr. Márcio Araújo de Melo (UFT).

  • Dossiê Semiótica e Ensino
    v. 7 n. 2 (2016)

    Esta edição da EntreLetras traz em seu dossiê cinco textos de semioticistas que se voltam para discussões em torno da questão didática. Resulta de um esforço do Grupo de Estudos do Sentido - Tocantins (GESTO) para divulgação junto a pesquisadores brasileiros de trabalhos publicados em francês, a partir do final dos anos 70. 

    Sob temáticas diversas, encontram-se 12 textos distribuídos nas seções Artigos, Ensaios e Temas Livres.  

    Tivemos ainda uma grande submissão de produções literárias, com destaque para a poesia. Entre os poetas que participam deste n´úmero encontra-se Pedro Tierra. 

  • Temática Livre
    v. 7 n. 1 (2016)

    É com grande satisfação que apresentamos a nova edição da Revista EntreLetras, de temática livre, com doze artigos e uma resenha, além de um significativo número de produções literárias, que incluem prosa e poesia.

    Estamos atuando para uma reformulação da EntreLetras, a partir desse momento contando com maior número de membros externos no Comitê Editorial, composto por pesquisadores nacionais de universidades das cinco regiões do país, e ainda quatro pesquisadores estrangeiros de distintas filiações teóricas. A partir deste momento, a revista passa a receber artigos em fluxo contínuo e se abre para a publicação de trabalhos originais em inglês, francês e espanhol. Em breve teremos também um novo layout para a capa e um logo, que acreditamos serem importantes para caracterizar a identidade desta revista que entra já no seu sétimo ano de existência, zelando por manter a regularidade das publicações e o rigor na avaliação dos trabalhos.

  • O que pode a literatura?
    v. 6 n. 2 (2015)

    O Dossiê “O que pode a literatura e suas diferentes interfaces: mediações e olhares”, publicado nesta edição da EntreLetras, é fruto da “I Jornada de literatura, artes e ensino”, realizada nos dias 25 de 26 de abril de 2016, na Universidade Federal do Tocantins. O dossiê, organizado pelas docentes Eliane Testa, Janete Santos e Luiza Silva já em seu título anuncia um questionamento reflexivo relativo à literatura e suas diferentes interfaces. Desse modo, reúne discussões que perspectivam distintas mediações e olhares acerca das problemáticas que envolvem a literatura e outras lingaugens. Onúmero abre vias para a construção de variados diálogos e inter-relações, considerando que os sentidos se dão dentro de uma pluralidade de pontos de vista e saberes.

    Além dos textos do dossiê, o leitor encontrará artigos de temática livre e uma bela seção dedicada à produção literária. 

  • 2015 VOLUME 6 Nº1
    v. 6 n. 1 (2015)
  • 2014 VOLUME 5 N° 2
    v. 5 n. 2 (2014)
  • 2014 VOLUME 5 N° 1
    v. 5 n. 1 (2014)
  • 2013 VOLUME 4 N° 2
    v. 4 n. 2 (2013)
  • 2013 VOLUME 4 N° 1
    v. 4 n. 1 (2013)
  • 2012 VOLUME 3 N° 2
    v. 3 n. 2 (2012)
  • 2012 VOLUME 3 N° 1
    v. 3 n. 1 (2012)
  • 2011 VOLUME 2 N° 2
    v. 2 n. 2 (2011)
  • 2011 VOLUME 2 N° 1
    v. 2 n. 1 (2011)
  • 2010 VOLUME 1 N° 1
    v. 1 n. 1 (2010)