MAMACITA FALA, VAGABUNDO SENTA

ARTIVISMO, CONSTRUÇÃO IDENTITÁRIA E RESISTÊNCIA EM KAROL CONKA

Resumo

Neste trabalho, analisamos as letras de quatro canções da rapper Karol Conka, enquanto fenômeno de socialidade. O nosso objetivo é identificar, nessas músicas, elementos político-estéticos de notação contra-hegemônica. Como aporte teórico, os estudos sociológicos de Michel Maffesoli são tomados como instrumento de compreensão dos processos dinâmicos de construção identitária. Sugerimos, então, que a poética da rapper, nessas canções, possui perfil artivista, já que tensiona a norma estética padrão centrada no masculino, branco, cristão, burguês. A relevância teórica da pesquisa decorre do imperativo analítico de se compreender a estetização da vida como fenômeno de socialidade da mulher negra e periférica. A pertinência prática exterioriza-se na inevitabilidade, no contexto atual de popularização de discursos de ódio, da circulação de estudos contra-canônicos, como meios efetivos e afetivos de contestação e resistência. Para esta pesquisa, foram examinadas as músicas Tombei, É o poder, Lalá e Gandaia por serem mais emblemáticas para o presente estudo.

Biografia do Autor

Ricardo Afonso-Rocha, Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC

Mestrando em Letras: Linguagens e Representações na Universidade Esttadual de Santa Cruz - UESC. Membro do Grupo de Pesquisa O espaço Biográfico no Horizonte da Literatura Homoerótica - GPBIOH/CNPQ. Graduado em Direito pela Universidade Esttadual de Santa Cruz - UESC.

Iago Moura Melo, Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC

Mestrando em Letras: Linguagens e Representações na Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC. Membro do Grupo de Estudos Discursivo (GED/UESC) e do Grupo de Estudos Pecheuteanos (GEP). Bacharel em Direito (UESC). Advogado OAB/BA.

Celina Rosa dos Santos, Instituto Federal da Bahia

Professora do Instituto Federal da Bahia - IFBA (Ilhéus-BA). Mestranda em Educação e contemporaneidade (UNEB). Especialista em História Social do Brasil (UFES). Graduada em Ciências Sociais (UFES).

Publicado
2019-06-01