CHAMADA DE TRABALHOS PARA A ENTRELETRAS, V. 12, N. 2, 2021:

Dossiê: Faces das ditaduras em romances latino-americanos contemporâneos

Um número expressivo de romances publicados no século XXI tem por foco as ditaduras latino-americanas. No caso brasileiro, essas narrativas propiciam a ruptura do silenciamento instaurado pela Lei de Anistia de 1979, que não puniu os responsáveis por crimes hediondos. Como bem pontua Jeanne-Marie Gagnebin (2006, p. 47), “lutar contra o esquecimento e a denegação é também lutar contra a repetição do horror (que, infelizmente, se reproduz constantemente)”. Sendo assim, é fundamental que não ignoremos nosso passado, em especial o autoritarismo e a violência que ainda persistem. Considerando-se, sobretudo, que “só a literatura é capaz de recriar o ambiente de terror vivido por personagens afetados diretamente pela arbitrariedade, pela tortura, pela humilhação” (FIGUEIREDO, 2017, p. 43), convidamos pesquisadoras e pesquisadores a apresentarem artigos que analisem narrativas recentes que lançam luz sobre a memória das ditaduras latino-americanas, tentando resguardá-la do apagamento ou da manipulação que o autoritarismo e a repressão se esforçaram para impor, bem como aquelas que evidenciam a história traumática que se estende até os dias atuais.

Organizadoras: Dra. Gínia Maria Gomes (UFRGS) e Dra. Cristiane da Silva Alves (UFRGS)

O prazo final para o envio de artigos é 15 de julho de 2021.

Nesse volume, publicaremos exclusivamente artigos vinculados ao dossiê. 

 

Referências:

FIGUEIREDO, Eurídice. A literatura como arquivo da ditadura brasileira. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2017.

GAGNEBIN, Jeanne Marie. Lembrar escrever esquecer. São Paulo: Ed. 34, 2006.

 

CHAMADAS DE TRABALHOS - v. 12, n. 3, 2021 

 

DOSSIÊ: A arte literária na América Latina como via de descolonização

ORGANIZADORES:

Profa. Dra. María Rosa Lojo (USAL- Buenos Aires/Argentina)

Profa. Dra. Marcela Crespo Buiturón (USAL- Buenos Aires/Argentina)

Prof. Dr. Gilmei Francisco Fleck (UNIOESTE/Cascavel-PR/Brasil)

EMENTA: Esta proposta de dossiê temático, pensada desde o espaço de pesquisa do Grupo “Ressignificações do passado na América: processos de leitura, escrita e tradução de gêneros híbridos de história e ficção – vias para a descolonização” da Universidade Estadual do Oeste do Paraná-UNIOESTE/Cascavel-PR/Brasil procura reunir estudos que evidenciam as distintas formas que a arte literária tem encontrado no espaço pós-colonial da América Latina para evidenciar a ainda manutenção de certas ações, empreendimentos e pensamentos colonialistas e as vias necessárias à descolonização. Isso, necessariamente, conduz-nos às formas como a arte literária tem ressignificado (criticamente) ou renarrativizado (acriticamente) o passado colonial de subjugação e exploração pelo qual as nações latino-americanas passaram ao longo de séculos. A confrontação de discursos sobre o passado – sejam eles oriundos da história tradicional, da literatura acrítica ou crítica, da antropologia, da sociologia, etc. –, realizada por meio dos procedimentos da Literatura Comparada (GUILLÉN, 1985; COUTINHO, 2003; NITIRNI, 2000; FLECK; CERDEIRA; OLIVEIRA, 2020), que procurem evidenciar o fato de que “a superstição que afirma ser possível a verdade absoluta deu origem a opressivos sistemas políticos e religiosos, dos quais nunca conseguimos nos libertar: e jamais podemos fazê-lo enquanto aceitarmos a condição prévia que habilitou todos eles, isto é, a possibilidade de alguma verdade que seja absoluta” (CLARK; HOLQUIST, 1998, p. 363)[1]. Entre os gêneros híbridos de história que apresentam essa confrontação dos diferentes discursos sobre o passado, destacamos as diversas modalidades do romance histórico produzidos na atualidade (AÍNSA 1991; MENTON, 1993; ESTEVES, 2010; WEINHARDT, 2011; FLECK, 2017) o drama histórico (OLIVEIRA, 2020; TURKIEWICZ; OLIVEIRA, 2021), o poema histórico (LOPEZ, PÉREZ ANZOLA, 2020; 2021), os relatos de memória e de testemunho (ACHÚGAR, 2002; SILVA, 2016; FIGUEIREDO, 2018; FIGUEIREDO; SANTOS, 2020) e, ainda, outras possibilidades que a arte literária explora para evidenciar a confluência de discursos sobre o passado em tessituras escriturais polissêmicas.

 

[1] CLARK, K. & HOLQUIST, M. Mikhail Bakhtin. Tradução de J. Guinsburg. São Paulo: Perspectiva, 1998.

  • Prorrogação de prazo para submissão de trabalhos para a edição 2021.2

    2021-07-16

    Prezad@s autor@s,

    O prazo para submissão de trabalhos destinados à edição 2021.2, dossiê Faces das ditaduras em romances latino-americanos contemporâneos,  organizado pelas professoras Dra. Gínia Maria Gomes (UFRGS) e Dra. Cristiane da Silva Alves (UFRGS), foi prorrogado até o dia 20 de julho de 2021. 

    Cordialmente,

    Luiza Silva - editora chefe

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  • CHAMADA DE TRABALHOS PARA A REVISTA ENTRELETRAS - V. 12, N. 3, 2021

    2021-07-05

    Lojo_e_Chico.png

    DOSSIÊ: A arte literária na América Latina como via de descolonização

    ORGANIZADORES: Profa. Dra. María Rosa Lojo (USAL- Buenos Aires/Argentina), Profa. Dra. Marcela Crespo Buiturón (USAL- Buenos Aires/Argentina) e Prof. Dr. Gilmei Francisco Fleck (UNIOESTE/Cascavel-PR/Brasil).

    EMENTA: Esta proposta de dossiê temático, pensada desde o espaço de pesquisa do Grupo “Ressignificações do passado na América: processos de leitura, escrita e tradução de gêneros híbridos de história e ficção – vias para a descolonização” da Universidade Estadual do Oeste do Paraná-UNIOESTE/Cascavel-PR/Brasil procura reunir estudos que evidenciam as distintas formas que a arte literária tem encontrado no espaço pós-colonial da América Latina para evidenciar a ainda manutenção de certas ações, empreendimentos e pensamentos colonialistas e as vias necessárias à descolonização. Isso, necessariamente, conduz-nos às formas como a arte literária tem ressignificado (criticamente) ou renarrativizado (acriticamente) o passado colonial de subjugação e exploração pelo qual as nações latino-americanas passaram ao longo de séculos. A confrontação de discursos sobre o passado – sejam eles oriundos da história tradicional, da literatura acrítica ou crítica, da antropologia, da sociologia, etc. –, realizada por meio dos procedimentos da Literatura Comparada (GUILLÉN, 1985; COUTINHO, 2003; NITIRNI, 2000; FLECK; CERDEIRA; OLIVEIRA, 2020), que procurem evidenciar o fato de que “a superstição que afirma ser possível a verdade absoluta deu origem a opressivos sistemas políticos e religiosos, dos quais nunca conseguimos nos libertar: e jamais podemos fazê-lo enquanto aceitarmos a condição prévia que habilitou todos eles, isto é, a possibilidade de alguma verdade que seja absoluta” (CLARK; HOLQUIST, 1998, p. 363)[1]. Entre os gêneros híbridos de história que apresentam essa confrontação dos diferentes discursos sobre o passado, destacamos as diversas modalidades do romance histórico produzidos na atualidade (AÍNSA 1991; MENTON, 1993; ESTEVES, 2010; WEINHARDT, 2011; FLECK, 2017) o drama histórico (OLIVEIRA, 2020; TURKIEWICZ; OLIVEIRA, 2021), o poema histórico (LOPEZ, PÉREZ ANZOLA, 2020; 2021), os relatos de memória e de testemunho (ACHÚGAR, 2002; SILVA, 2016; FIGUEIREDO, 2018; FIGUEIREDO; SANTOS, 2020) e, ainda, outras possibilidades que a arte literária explora para evidenciar a confluência de discursos sobre o passado em tessituras escriturais polissêmicas.

    Data limite para submissão de trabalhos: 15 de outubro de 2021

    [1] CLARK, K. & HOLQUIST, M. Mikhail Bakhtin. Tradução de J. Guinsburg. São Paulo: Perspectiva, 1998.

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  • Artigos com DOI

    2018-08-30

    A partir de 2018, os artigos da EntreLetras passam a contar com DOI (Digital object identifier). Nesse sentido, atualizamos as versões dos artigos já publicados do v. 9, n. 1, neles incluindo o respectivo índice de identificação. 

    Temos trabalhado intensamente para a qualificação da revista observando os padrões de excelência estabelecidos para os periódicos científicos.

    Aproveitamos para agradecer a todos os leitores, autores e colaboradores que contribuem para a consolidação da revista. 

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