CHAMADAS DE TRABALHOS: 2021

EDIÇÃO v. 12, n. 1, 2021 - Dossiê: Arquivo, Sujeito e Memória em discursos sobre a violência no Brasil

Organização:

Dr. Ernesto Sérgio Bertoldo (UFU);

Dra. Lúcia Maria de Assis (UFF);

Dra. Janete Silva Santos (UFT);

Dr. João de Deus Leite (UFT). 

Prazo de submissão de trabalhos: 1º a 28 de fevereiro de 2021.

Publicação: abril de 2021

Neste dossiê, voltamos o nosso olhar teórico e analítico para a temática da violência no Brasil, tendo por base diferentes recortes espaciais e temporais. Estamos interessados em artigos científicos e em ensaios que apresentem análises e problematizações de práticas sociais, cujos efeitos marcam e definem discursos de violência no cenário brasileiro. Como discurso, a violência é alçada à condição de processo discursivo em que a relação entre linguagem, sujeito e história é fundamento. Sendo assim, a violência, em sua espessura discursiva, tem variadas formas sócio-históricas e ideológicas de constituição, de formulação e de circulação na sociedade. Sob diferentes aportes teóricos, o trinômio “arquivo”, “sujeito” e “memória” poderá receber tratamento, a ponto de expor o olhar leitor ao funcionamento dos discursos de e sobre a violência no Brasil. Na esteira do que estamos propondo, convidamos pesquisadores interessados em debater a referida temática, tendo por foco os seguintes tópicos:

  1. Representação da violência brasileira na literatura, no cinema, nas artes plásticas, no teatro, entre outros espaços discursivos.
  2. Representação e imagem da violência de Estado no Brasil.
  3. Laço social e suas fraturas pelas práticas de violência no Brasil.
  4. Violência racial na ditadura militar.
  5. Violência e (re)modulação das interações no espaço cibernético.

Organização do volume:

Prof. Dr. Ernesto Sérgio Bertoldo (UFU), Dra. Lucia Maria de Assis (UFF), Dra. Janete Silva dos Santos (UFT), Dr. João de Deus Leite (UFT)
 
 
EDIÇÃO v. 12, n. 2, 2021 - Dossiê: Faces das ditaduras em romances latino-americanos contemporâneos

Um número expressivo de romances publicados no século XXI tem por foco as ditaduras latino-americanas. No caso brasileiro, essas narrativas propiciam a ruptura do silenciamento instaurado pela Lei de Anistia de 1979, que não puniu os responsáveis por crimes hediondos. Como bem pontua Jeanne-Marie Gagnebin (2006, p. 47), “lutar contra o esquecimento e a denegação é também lutar contra a repetição do horror (que, infelizmente, se reproduz constantemente)”. Sendo assim, é fundamental que não ignoremos nosso passado, em especial o autoritarismo e a violência que ainda persistem. Considerando-se, sobretudo, que “só a literatura é capaz de recriar o ambiente de terror vivido por personagens afetados diretamente pela arbitrariedade, pela tortura, pela humilhação” (FIGUEIREDO, 2017, p. 43), convidamos pesquisadoras e pesquisadores a apresentarem artigos que analisem narrativas recentes que lançam luz sobre a memória das ditaduras latino-americanas, tentando resguardá-la do apagamento ou da manipulação que o autoritarismo e a repressão se esforçaram para impor, bem como aquelas que evidenciam a história traumática que se estende até os dias atuais.

Organizadoras: Dra. Gínia Maria Gomes (UFRGS) e Dra. Cristiane da Silva Alves (UFRGS)

O prazo final para o envio de artigos é 15 de julho de 2021.

Referências:

FIGUEIREDO, Eurídice. A literatura como arquivo da ditadura brasileira. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2017.

GAGNEBIN, Jeanne Marie. Lembrar escrever esquecer. São Paulo: Ed. 34, 2006.