Revista Brasileira de Educação do Campo
The Brazilian Scientific Journal of Rural Education
ARTIGO/ARTICLE/ARTÍCULO
DOI: http://dx.doi.org/10.20873/uft.2525-4863.2018v3n1p245
Rev. Bras. Educ. Camp.
Tocantinópolis
p. 245-259
jan./abr.
2018
ISSN: 2525-4863
245
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A presença da tecnologia na Educação do Campo:
mapeamento da produção científica nacional dos últimos
cinco anos
Vagner Viera de Souza
1
, Elaine Corrêa Pereira
2
, Celiane Costa Machado
3
1
Universidade Federal do Rio Grande - FURG. Programa de Pós Graduação em Educação em Ciências:
Química da Vida e Saúde. Avenida Itália, Km 8. Campus Carreiros. Rio Grande - RS.
Brasil. vagner@vagnersouza.com.
2
Universidade Federal do Rio Grande - FURG.
3
Universidade Federal do Rio
Grande - FURG
RESUMO. Este artigo tem por objetivo realizar um
mapeamento das produções científicas brasileiras, dentro da
biblioteca digital do SciELO, as quais abordem as temáticas
Tecnologia e Educação do Campo. Com a finalidade de
visualizar o cenário nacional atual em relação às publicações
relacionadas à tecnologia nas escolas do campo, buscamos por
trabalhos em língua portuguesa com as seguintes palavras-
chave: Tecnologia na Educação, Educação do Campo e
Tecnologia da Educação do Campo. Em posse dos resultados,
realizamos uma análise comparativa entre a produção total
recuperada e a produção do período de 2013 a 2017. Assim,
podemos identificar em quais campos as pesquisas estão mais
avançadas em relação às publicações e, onde encontramos
menos resultados, como em relação à Tecnologia e Educação do
Campo, o que pode vir a atrair novas pesquisas e publicações
nestas áreas menos exploradas.
Palavras chave: Mapeamento, Produção Científica, Tecnologia,
Educação do Campo.
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The presence of technology in Rural Education: mapping
of national scientific production of the last five years
ABSTRACT. The objective of this article is to map the
Brazilian academic productions, within the SciELO digital
library, which will address the topics of Technology and
Education in the rural areas. In order to visualize the current
national scenario in relation to the publications related to
technology in the rural schools, we search for Portuguese-
language works with the following keywords: Technology in
Education, Rural Education and Rural Education Technology.
With the results, we performed a comparative analysis between
the total production recovered and production from the period
from 2013 to 2017. Thus, we can identify in which fields of
study the searches are more advanced in relation to the
publications and, where we find less results, such as those refer
to Technology and Rural Education, which may attract new
research and publications in these less-exploited areas.
Keywords: Mapping, Academic Production, Technology, Rural
Education.
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La presencia de la tecnología en la Educación del campo:
mapa de la producción científica nacional de los últimos
cinco años
RESUMEN. Este artículo tiene por objetivo realizar un
mapeamiento de las producciones académicas brasileñas, dentro
de la biblioteca digital del SciELO, las cuales aborden las
temáticas Tecnología y Educación del Campo. Con el fin de ver
la escena nacional actual en relación a las publicaciones
relacionadas con la tecnología en las escuelas del campo,
buscamos trabajar en idioma portugués con las siguientes
palabras clave: Tecnología en la Educación, Educación Rural y
Tecnología Educación Rural. En posesión de los resultados,
realizamos un análisis comparativo entre la producción total
recuperada y la producción del período de 2013 a 2017. Así,
podemos identificar en qué campos las encuestas están más
avanzadas en relación a las publicaciones y, donde encontramos
menos resultados, como las que se refiere a la Tecnología y la
Educación del Campo, lo que puede atraer nuevas
investigaciones y publicaciones en estas áreas menos
explotadas.
Palabras clave: Mapeo, Producción Académica, Tecnología,
Educación del Campo.
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Introdução
A educação é essencial no que tange
o desenvolvimento social do sujeito. A
partir disto, podemos trazer a escola como
principal provedora de conhecimento e
educação, a qual promove aos seus
estudantes meios para que se tornem não
apenas cidadãos, mas sujeitos conscientes
do seu papel na sociedade em que vivem.
A escola é importante, mas não é o único
caminho. Segundo Libâneo (2007, p. 25),
“a escola não é mais a única agência de
transmissão do saber, na verdade ela nunca
deteve sozinha este papel”. Neste mesmo
sentido, Saviani (2005) diz que a escola é
uma instituição que tem seu papel centrado
na socialização do saber sistematizado e
que existe para propiciar a aquisição dos
instrumentos que possibilitam o acesso ao
saber elaborado (ciência), bem como o
próprio acesso aos rudimentos deste saber.
Mesmo existindo outros meios,
alheios à escola, onde o ser humano pode
ter acesso a novos conhecimentos, não
podemos negar o importante papel
desenvolvido pela escola enquanto
instituição de ensino, tanto nas zonas rurais
quanto nas zonas urbanas. A educação nas
áreas rurais é uma temática que vem
fortalecendo-se ao longo dos anos.
Conforme Carlos (2007, p. 131), em
um “âmbito que vai para além do que é
urbano ou do que é rural”, pois longe de
serem meras palavras são conceitos que
reproduzem uma realidade social concreta.
A autora complementa que “a cidade e o
campo se diferenciam pelo conteúdo das
relações sociais neles contidas e estas,
hoje, ganham conteúdo em sua articulação
com a construção da sociedade urbana”.
Quando referimo-nos à educação,
mais especificamente nos tempos atuais, é
preciso destacar a presença da tecnologia.
Este tema está interligado ao nosso
cotidiano, estando presente em quase todas
as atividades diárias. Indiferentemente de
onde estamos, a tecnologia está próxima a
nós. Kenski (2015, p. 23) cita que
“tecnologia é poder”, e este conceito vai
muito além do senso comum. A autora diz
que “... o conceito de tecnologia engloba a
totalidade de coisas que a engenhosidade
do cérebro humano conseguiu criar em
todas as épocas, suas formas de uso, suas
aplicações”. Significa que este conceito é
muito mais amplo do que costumamos
pensar e abrange muito mais do que apenas
“máquinas”.
A tecnologia é essencial para a
educação, ao mesmo tempo em que ambas
não são indissociáveis. Segundo o
dicionário Ferreira (1999), a educação diz
respeito ao “processo de desenvolvimento
da capacidade física, intelectual e moral da
criança e do ser humano em geral, visando
à sua melhor integração individual e
social”. Em consonância, Kenski (2015)
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afirma que para ocorrer essa integração é
necessário que valores, conhecimentos,
hábitos e comportamentos sociais sejam
ensinados e aprendidos, por meio da
educação, para ensinar sobre as tecnologias
na base da identidade e da ação do grupo e
que se faça uso destas mesmas tecnologias
para ensinar as bases da educação.
A partir disto, podemos destacar a
relevância que a tecnologia tem na
educação e nos questionamos sobre a sua
contribuição ao ensino, quando o assunto
são as escolas do campo. Pesquisas sobre
esta temática vêm sendo desenvolvidas
atualmente. Compreendendo a tecnologia
como temática importante para a educação
contemporânea, realizamos um
mapeamento das produções científicas
brasileiras, dentro da Scientific Electronic
Library Online (SciELO), as quais
abordem as temáticas “Tecnologia” e
“Educação do Campo”.
Sobre a importância da pesquisa
científica
Desde que a humanidade deixou de
ser nômade, a territorialidade passou a ser
permeada por disputas e conflitos. A
distribuição de terras é historicamente
conhecida e acaba por beneficiar a poucos.
Estes, por sua vez, possuem vastas
extensões de terras, o que promove que
detenham o poder.
Ainda hoje, estas terras que por
muitas vezes são improdutivas ou
destinadas ao agronegócio, são o divisor de
águas entre a riqueza de quem explora o
meio ambiente e o trabalhador do campo e
a pobreza de quem nem ao menos possui
um pedaço de chão para viver. Uma
pequena área de campo, onde se possa tirar
o sustento de sua família, é um privilégio
para poucos. O pequeno agricultor que
planta e colhe para a sua subsistência é o
principal afetado pelo modelo
agroindustrial imposto, que se fortalece a
cada dia.
Pesquisar meios para melhorar a vida
de quem vive no campo é essencial nos
dias de hoje, mesmo com a diminuição do
êxodo rural que, segundo o Censo
Demográfico 2010 do Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE, 2010),
caiu pela metade quando comparado com a
década anterior. É preciso qualificar a vida
de quem ainda está nas zonas rurais e
promover meios para que estes sujeitos,
assim como as suas famílias, possam
continuar no campo tendo uma vida digna.
A escola é uma grande parceira no
que diz respeito à promoção de direitos. É
preciso salientar que, para isto, faz-se
necessário o entendimento das
peculiaridades das pessoas e do contexto
onde a escola está inserida. É comum
vermos nos livros didáticos e nas situações
hipotéticas utilizadas para abstrair as
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atividades escolares, símbolos que muitas
vezes não fazem sentido para os estudantes
do campo. Não pelo fato de
desconhecimento, mas pela ausência de
simbologia e relação com o seu cotidiano.
Quando se fala, por exemplo, em placas de
trânsito, largas avenidas ou
congestionamento, situações essas que não
fazem parte da vida de quem vive no
campo, ocorre uma quebra na linha de
raciocínio.
A reflexão sobre o trabalho que uma
determinada escola pretende fazer está
diretamente ligada ao seu contexto e ao
perfil dos seus estudantes. Diante disto,
surge a urgência da pesquisa sobre esta
temática, a problematização da docência
no ensino das pessoas que vivem no
campo, levando em consideração artefatos
pertencentes ao meio urbano, mas que
também são encontrados no meio rural. Os
artefatos promovem, de acordo com
Fischer (2006, p. 15), “envolvimento com
a produção e circulação de significados e
sentidos, os quais, por sua vez, estão
relacionados a modos de ser, a modos de
pensar, a modos de conhecer o mundo, de
se relacionar com a vida”.
Realizar uma pesquisa bibliográfica,
muitas vezes, não é uma tarefa simples.
Existem diversas fontes de informação e
nem todas são de acesso aberto e gratuito.
O acesso à informação é algo relevante a
ser discutido, principalmente para as
pessoas que desenvolvem pesquisas. A
busca errada, não confiável e disseminada,
pode acarretar problemas para o
desenvolvimento e conclusão de muitos
trabalhos.
Antes da era da informática um
artigo acadêmico era indexado a uma fonte
de informação, gerando um alto custo e
dificilmente atingia o público ao qual foi
destinado. Segundo Goldenberg, Castro e
Azevedo (2007, p. 92), “antes do advento
da internet, um artigo chegava a seu leitor
por estar indexado, em uma importante
fonte de informação. Desse modo, um
círculo vicioso se fechava, pois os artigos
publicados fora deste circuito dificilmente
atingiam seu público.
Por sua vez, com o desenvolvimento
das tecnologias, principalmente as voltadas
à informação, houve uma diminuição de
custos, facilidade no acesso e a
possibilidade maior de publicação das
pesquisas realizadas. Logo,
O desenvolvimento das tecnologias
da informação tem diminuído as
dificuldades enfrentadas pelos
editores com poucos recursos. O
custo de produção e distribuição dos
periódicos foi substancialmente
reduzido com os métodos de
publicações eletrônicas. E a
indexação dos artigos, outro ponto
nevrálgico do processo, passou a ser
feito pelos chamados motores de
busca na internet ... Assim, bons
artigos passaram a ter chance de
serem reconhecidos por suas
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qualidades (Goldenberg, Castro &
Azevedo, 2007, p. 93).
Por outro lado, inicia-se a discussão
sobre a qualidade das informações. A
mesma ferramenta que possibilita a
publicação de bons artigos, com pesquisas
e resultados, pode, em contrapartida,
viabilizar que outros trabalhos com inferior
ou quase nenhuma qualidade também
sejam publicados. Para isso, surgem
critérios e avaliações, restringindo a
quantidade e buscando maior qualidade da
informação.
Os critérios visam organizar o
processo de seleção, objetivando o alcance
da coerência, adequação e legitimidade das
fontes e recursos de informação. Segundo
Vergueiro (2010), alguns dos critérios são
a precisão, imparcialidade, cobertura ou
tratamento, relevância, atualidade ou valor
histórico e qualidade do trabalho científico.
Isto se atinge através das chamadas
avaliações por pares.
Para encontrar exatamente aquilo que
procuramos, é necessário refinar os
resultados das buscas, de acordo com os
objetivos pretendidos na pesquisa. Para
este refinamento, é possível utilizar filtros
a fim de criar delimitações que, por sua
vez, restringem os resultados recuperados.
Desta maneira, no momento da pesquisa
nas fontes de informação também é
possível utilizar-se de operadores
booleanos como “AND”, “OR” e “NOT”,
com a finalidade de especificar melhor os
termos buscados.
Em relação a esta pesquisa podemos
dizer que optamos por esta área devido ao
nosso entendimento sobre a importância da
produção científica para alavancar, através
das suas publicações, melhorias
significativas no paradigma atual em que
nos encontramos, enquanto sociedade.
Sobre a pesquisa e o mapeamento
A investigação realizada foi de
cunho quantitativo, com o objetivo de
realizar um mapeamento das produções
científicas brasileiras, da biblioteca digital
do SciELO, as quais abordam a temática
da Tecnologia e da Educação do Campo.
Uma pesquisa quantitativa, que tem suas
raízes no pensamento positivista lógico,
tende a enfatizar o raciocínio dedutivo, as
regras da gica e os atributos mensuráveis
da experiência humana. Por sua vez, a
pesquisa qualitativa tende “a salientar os
aspectos dinâmicos, holísticos e
individuais da experiência humana, para
apreender a totalidade no contexto
daqueles que estão vivenciando o
fenômeno”, conforme citam Polit, Becker e
Hungler (2011, p. 201). Neste mesmo
sentido, Fonseca (2002, p. 20) diz que:
Diferentemente da pesquisa
qualitativa, os resultados da pesquisa
quantitativa podem ser quantificados.
Como as amostras geralmente são
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grandes e consideradas
representativas da população, os
resultados o tomados como se
constituíssem um retrato real de toda
a população alvo da pesquisa. A
pesquisa quantitativa se centra na
objetividade. Influenciada pelo
positivismo, considera que a
realidade pode ser compreendida
com base na análise de dados brutos,
recolhidos com o auxílio de
instrumentos padronizados e neutros.
A pesquisa quantitativa recorre à
linguagem matemática para descrever
as causas de um fenômeno, as
relações entre variáveis, etc. A
utilização conjunta da pesquisa
qualitativa e quantitativa permite
recolher mais informações do que se
poderia conseguir isoladamente.
A diferença entre pesquisas
quantitativas e qualitativas não é de
oposição, mas de ênfase, o que não implica
exclusividade (Minayo, 2012). Nesta linha
de pensamento podemos observar a este
respeito três considerações importantes:
1) Não há nenhum método melhor do
que o outro, o método, “caminho do
pensamento”, ou seja, o bom método
será sempre aquele capaz de conduzir
o investigador a alcançar as respostas
para as suas perguntas, ou dizendo de
outra forma, a desenvolver seu
objeto, explicá-lo ou compreendê-lo,
dependendo de sua proposta
(adequação do método ao problema
de pesquisa); 2) Os números (uma
das formas explicativas da realidade)
são uma linguagem, assim como as
categorias empíricas na abordagem
qualitativa o são e cada abordagem
pode ter seu espaço específico e
adequado; 3) Entendendo que a
questão central da cientificidade de
cada uma delas é de outra ordem ... a
qualidade, tanto quantitativa quanto
qualitativa depende da pertinência,
relevância e uso adequado de todos
os instrumentos (Minayo & Minayo-
Gómez, 2003, p. 118).
Segundo Gil (2017, p. 41), de acordo
com os seus objetivos, a pesquisa poderá:
... adotar o perfil exploratório, o que
irá proporcionar proximidade com a
problemática. O que, por sua vez,
pode envolver levantamento
bibliográfico, entrevistas com
pessoas que tiveram experiências
com o problema pesquisado ou
análise de exemplos que estimulem a
compreensão.
Desta maneira, tanto a pesquisa
quantitativa quanto a pesquisa qualitativa
apresentam diferenças com pontos fracos e
fortes. Mesmo assim, os elementos fortes
de um complementam as fraquezas do
outro, fundamentais ao maior
desenvolvimento da Ciência.
Metodologia aplicada na pesquisa
Para a realização do mapeamento
sobre o cenário atual da produção
científica com a temática Tecnologia na
Educação do Campo, utilizamos três
termos como palavras-chave: Tecnologia
na Educação, Educação do Campo e
Tecnologia na Educação do Campo.
Partindo destas palavras-chave, a pesquisa
foi realizada na biblioteca digital do
SciELO. A escolha por esta fonte se deu
mediante os seus critérios de avaliação,
indexação e permanência dos periódicos.
Além disso, é uma plataforma de acesso
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aberto, a qual contribui para o aumento da
visibilidade, qualidade e credibilidade das
produções nacionais e internacionais.
Primeiramente, foram realizadas
buscas em todos os índices, a fim de obter
um panorama geral sobre o número de
artigos que resultariam nesta etapa. Neste
momento não foram utilizadas
delimitações, como pode ser observado na
Tabela 1.
Tabela 1. Resultados referentes à primeira busca.
Termo pesquisado
Resultados
Tecnologia na Educação
786
Educação do Campo
2616
Tecnologia na Educação do
Campo
91
Fonte: Pesquisa dos Autores (2018).
Dando continuidade ao trabalho, foi
necessário utilizar o índice “resumo” a fim
de delimitar a busca em trabalhos que
tivessem maior relação com os termos
procurados. Logo, pesquisando por este
índice, as palavras-chave estariam
compondo o texto de resumo dos trabalhos.
O primeiro termo a ser pesquisado foi
Tecnologia na Educação, o qual resultou
em 292 resultados. Para refinar estes
resultados com o objetivo de qualificar o
retorno dos dados, foram aplicados alguns
filtros para delimitar estes números.
Na Tabela 2, podemos acompanhar o
resultado obtido da pesquisa, pela palavra-
chave Tecnologia na Educação, sem a
utilização de filtros, logo em seguida
delimitando os resultados pelo país
“Brasil” e, por fim, filtrando pelo idioma
“português”.
Tabela 2. Resultados da busca geral e com a
aplicação de filtros.
Termo
pesquisado
Filtro(s)
aplicado(s)
Resultados
Tecnologia na
Educação
-
292
Tecnologia na
Educação
Brasil
199
Tecnologia na
Educação
Brasil / Idioma
Português
178
Fonte: Pesquisa dos Autores (2018).
Com os dados apresentados na
Tabela 2, podemos observar que, quando o
resultado é filtrado por país, obtemos uma
mudança considerável nos números. Eles
diminuem de 292 para 199 com a
utilização deste filtro, que é essencial
devido ao nosso objetivo de mapear a
produção brasileira. Na continuação do
refinamento dos dados inserimos um novo
delimitador, desta vez em relação ao
idioma das publicações, com intuito de
visualizar a produção brasileira apenas em
nosso idioma.
Ao filtrar os resultados da pesquisa
pelo idioma “português”, observamos uma
diminuição de aproximadamente 40%
(quarenta por cento) no número de artigos
recuperados nesta pesquisa, quando
comparados à busca filtrada apenas pelo
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país “Brasil”, a qual diminuía em torno de
32% (trinta e dois por cento). Esta
diferença demonstra que os brasileiros não
produzem apenas em língua portuguesa e
ressalta a importância de refinar a busca
entre país e idioma, quando pretendemos
encontrar determinados resultados,
baseados nos dados que objetivamos
analisar. De maneira geral, podemos
ressaltar a importância da seleção dos
dados recuperados, visto que, para
obtenção de resultados válidos para a
pesquisa pretendida, é necessário o
tratamento destes dados.
É interessante destacar que, se
comparadas as produções resultantes da
pesquisa (Tabela 3), desde a data inicial de
recuperação (período 1998- 2017) com os
resultados obtidos na delimitação deste
trabalho, que se referem ao período 2013 -
2017, encontramos uma diferença de 96
(noventa e seis) artigos. Ou seja, quase
50% (cinquenta por cento) da produção
científica brasileira, em língua portuguesa,
relacionada com a temática Tecnologia na
Educação foi publicada nos últimos cinco
anos.
Tabela 3. Quantidade total de trabalhos encontrados
no período 1998 2017.
Termo
pesquisado
Período
Total de
trabalhos
recuperados
Tecnologia na
Educação
1998 -
2017
178
Tecnologia na
Educação
2013 -
2017
82
Fonte: Pesquisa dos Autores (2018).
Com a intenção de visualizar o
panorama atual da produção científica
brasileira, consideramos apenas os dados
resultantes da pesquisa, filtrados pelos
últimos 5 (cinco) anos. Na Tabela 4,
podemos acompanhar o número de
publicações relacionadas com a temática
Tecnologia na Educação, filtradas no
período de 2013 a 2017.
Tabela 4. Resultados do período 2013 a 2017,
apresentados ano a ano.
Termo
pesquisado
Ano de
publicação
Resultados
Tecnologia na
Educação
2013
17
Tecnologia na
Educação
2014
13
Tecnologia na
Educação
2015
16
Tecnologia na
Educação
2016
19
Tecnologia na
Educação
2017
17
Fonte: Pesquisa dos Autores (2018).
Como podemos acompanhar na
Tabela 4, a quantidade de trabalhos
relacionados com a temática variam, não
permitindo estabelecer uma linha crescente
ou decrescente de produções.
Voltando a pesquisa para a segunda
palavra-chave, obtemos resultados
diferentes. Quando pesquisamos por
Educação do Campo, pelo índice resumo, o
resultado apresentado é 1547 publicações.
Neste resultado, aplicamos os filtros país
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“Brasil” e idioma “português”, conforme a
Tabela 5, apresentada a seguir.
Tabela 5. Resultados da busca geral e com a
aplicação de filtros.
Termo
pesquisado
Filtro(s)
aplicado(s)
Resultados
Educação do
Campo
-
1547
Educação do
Campo
Brasil
1165
Educação do
Campo
Brasil/Idioma
Português
1121
Fonte: Pesquisa dos Autores (2018).
A partir dos resultados desta
pesquisa podemos refletir sobre a
importância de pesquisar e levar
efetivamente a discussão sobre a
tecnologia para as escolas, em especial, as
que se localizam no campo. Este fato pode
mobilizar ações inovadoras em salas de
aula, difundindo o conhecimento de forma
ampla e eficaz, o que poder servir para
diminuir as diferenças sociais, no que
tange a promoção do acesso à informação.
Ainda sobre a análise dos dados,
podemos notar mais uma vez a diferença
entre o número de publicações quando
filtradas por país “Brasil” e o número de
publicações filtradas por país “Brasil”
somado ao filtro idioma “português”.
Nesta situação, os números diminuem em
aproximadamente 25% (vinte e cinco por
cento) e 28% (vinte e oito por cento),
respectivamente. Em contraponto aos
dados da Tabela 2 que, quando aplicados
os mesmos filtros, apresentam uma
diminuição aproximada de 32% (trinta e
dois por cento) e 40% (quarenta por cento).
Quando comparamos o total da
produção recuperada nesta pesquisa
relacionada à temática Educação do
Campo no período 2013 - 2017 com o total
geral de resultados obtidos (Tabela 6),
podemos observar que mais de um terço
dos artigos encontrados foram publicados
nos últimos cinco anos. Isso demonstra um
significativo aumento da produção
científica nesta área do saber.
Tabela 6. Quantidade total de trabalhos encontrados
e nos últimos cinco anos.
Termo
pesquisado
Período
Total de
trabalhos
recuperados
Educação do
Campo
1971 -
2017
1121
Educação do
Campo
2013 -
2017
514
Fonte: Pesquisa dos Autores (2018).
Ao separar os resultados da pesquisa
por ano de publicação (Tabela 7), podemos
observar que não existe uma grande
diferença no número de publicações
quando comparadas ano a ano, assim como
também acontece na Tabela 3.
Continuamos a observar que a quantidade
de publicações referente à temática
Educação do Campo é constante, mesmo
na visualização ano a ano é mais
expressiva quando comparada aos
Souza, V. V., Pereira, E. C., & Machado, C. C. (2018). A presença da tecnologia na educação do campo...
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Tocantinópolis
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jan./abr.
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resultados encontrados com a palavra-
chave anterior.
Tabela 7. Resultados do período 2013 a 2017.
Termo
pesquisado
Ano de
publicação
Resultados
Educação do
Campo
2013
107
Educação do
Campo
2014
94
Educação do
Campo
2015
107
Educação do
Campo
2016
98
Educação do
Campo
2017
108
Fonte: Pesquisa dos Autores (2018).
Quando optamos por mesclar as duas
temáticas buscando pela palavra-chave
Tecnologia na Educação do Campo, os
números obtidos são bem diferentes. No
momento em que delimitamos a busca,
passando a pesquisar pelas palavras-chave
no resumo dos artigos, este resultado cai
para 51 (cinquenta e um) trabalhos
recuperados. Os números do resultado da
busca diminuem à medida que vamos
aplicando os filtros país “Brasil” e idioma
“português”, conforme apresentado na
Tabela 8.
Tabela 8. Resultados da busca geral e com a
aplicação de filtros.
Termo pesquisado
Filtro
aplicado
Resultados
Tecnologia na
Educação do Campo
-
51
Tecnologia na
Educação do Campo
Brasil
33
Tecnologia na
Educação do Campo
Brasil / Idioma
Português
28
Fonte: Pesquisa dos Autores (2018).
À medida que delimitamos a busca
através dos filtros, menores foram os
números de artigos encontrados, ao mesmo
tempo em que melhor nos direcionamos a
um resultado de acordo com o foco da
pesquisa. Isto se deve ao fato de que
diversos artigos que aparecem na
recuperação da busca não necessariamente
estão relacionados com a temática a ser
analisada. Muitos trabalhos apenas citam
alguns dos termos pesquisados, não os
tendo como objeto de estudo.
Na Tabela 9, estão os números totais
referentes às pesquisas no período dos
últimos cinco anos e desde o primeiro
resultado recuperado até 2017.
Tabela 9. Quantidade total de trabalhos encontrados
e nos últimos cinco anos.
Termo pesquisado
Período
Total de
trabalhos
recuperados
Tecnologia na
Educação do Campo
2009 -
2017
28
Tecnologia na
Educação do Campo
2013 -
2017
15
Fonte: Pesquisa dos Autores (2018).
Com estes dados podemos observar
que o resultado mais antigo com a temática
da Tecnologia da Educação do Campo, nas
bases do SciELO, é datado no ano de 2009.
Também é possível visualizar que a
produção referente ao período de 2013 a
2017 é responsável por mais da metade da
produção total encontrada.
Na Tabela 10, podemos visualizar os
resultados da pesquisa pelo termo
Souza, V. V., Pereira, E. C., & Machado, C. C. (2018). A presença da tecnologia na educação do campo...
Rev. Bras. Educ. Camp.
Tocantinópolis
p. 245-259
jan./abr.
2018
ISSN: 2525-4863
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Tecnologia na Educação do Campo ano a
ano, no período de 2013 a 2017.
Tabela 10. Resultados do período 2013 a 2017.
Termo pesquisado
Ano de
publicação
Resultados
Tecnologia na
Educação do
Campo
2013
03
Tecnologia na
Educação do
Campo
2014
02
Tecnologia na
Educação do
Campo
2015
03
Tecnologia na
Educação do
Campo
2016
03
Tecnologia na
Educação do
Campo
2017
04
Fonte: Pesquisa dos Autores (2018).
Ao observar a tabela (10), vemos que
não houve grande variação em relação ao
número de trabalhos publicados. Nos anos
de 2013, 2015 e 2016 a quantidade de
trabalhos é a mesma. Podemos identificar o
aumento destes números apenas em 2017,
quando houve a publicação de 4 (quatro)
trabalhos. Os resultados desta pesquisa
apresentam uma baixa variação ano a ano.
Ainda sobre esta temática, é
importante salientar a importância da
tecnologia, enquanto aliada à área da
educação. Tanto nas zonas urbanas quanto
nas rurais a escola deve se manter
atualizada e servir como centro de
referência não somente para o aprendizado,
mas também para a pesquisa. Neste
sentido, Pontuschka (2012, p. 95) diz que
“... persiste ainda a ideia de que o professor
da escola básica não necessita pesquisar.
Tal posição tem reforçado uma concepção
de professor como transmissor ou
repassador de informação, mero usuário do
produto do conhecimento científico”. Isto é
um paradigma que deve ser superado,
evidenciando e reforçando o papel do
docente enquanto pesquisador.
Considerações
O mapeamento destes dados foi
importante para obter um panorama geral
das produções científicas brasileiras em
língua portuguesa, que abordam as
temáticas da Tecnologia e da Educação do
Campo, dentro da biblioteca digital do
SciELO. A partir deste trabalho,
começamos a identificar em quais campos
a pesquisa esta mais avançada em relação à
produção científica e, onde o número de
trabalhos encontrados é menor, o que pode
vir a atrair novas pesquisas e publicações.
Notamos que as temáticas da Educação do
Campo e da tecnologia são tendências
atuais, e que podem abrir caminhos para
novas pesquisas.
É interessante destacar que, a partir
dos resultados filtrados por idioma,
podemos detectar que a produção nacional
não se restringe ao idioma português, pois
observamos uma diminuição considerável,
ao aplicarmos este filtro.
Souza, V. V., Pereira, E. C., & Machado, C. C. (2018). A presença da tecnologia na educação do campo...
Rev. Bras. Educ. Camp.
Tocantinópolis
p. 245-259
jan./abr.
2018
ISSN: 2525-4863
258
Com base nos dados explicitados no
mapeamento, que se referem aos resultados
da produção científica brasileira e no
idioma português, com a temática
Tecnologia na Educação, podemos
concluir que houve um aumento na
publicação de artigos relacionados a esta
temática. O mesmo pode ser observado em
relação à temática Educação do Campo.
Ambas mostraram um aumento no número
de resultados obtidos, quando filtrados
pelos últimos cinco anos e comparados aos
resultados totais recuperados.
Quando passamos a focalizar na
temática da Tecnologia na Educação do
Campo, encontramos números bem
distintos em comparação aos resultados
recuperados quando buscamos pelas
palavras-chave “Tecnologia na Educação”
e “Educação do Campo” separadamente.
Os artigos referenciados a este tema
publicados no nosso país e em língua
portuguesa apresentam números
relativamente baixos, como podemos
observar ao comparar os dados das tabelas.
Este fato pode indicar uma provável
carência de pesquisadores nesta área, a
qual pode justificar-se dentre inúmeros
motivos como: a falta de investimentos,
carência de políticas públicas dedicadas à
pesquisa, ou até mesmo, pouco interesse
em levar temas como a tecnologia para
dentro das escolas do campo.
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Souza, V. V., Pereira, E. C., & Machado, C. C. (2018). A presença da tecnologia na educação do campo...
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Tocantinópolis
p. 245-259
jan./abr.
2018
ISSN: 2525-4863
259
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Recebido em: 08/12/2017
Aprovado em: 30/01/2018
Publicado em: 06/04/2018
Como citar este artigo / How to cite this article /
Como citar este artículo:
APA:
Souza, V. V., Pereira, E. C., & Machado, C. C. (2018).
A presença da tecnologia na educação do campo:
mapeamento da produção científica nacional dos
últimos cinco anos. Rev. Bras. Educ. Camp., 3(1), 245-
259.
ABNT:
SOUZA, V. V.; PEREIRA, E. C.; MACHADO, C.
C. A presença da tecnologia na educação do campo:
mapeamento da produção científica nacional dos
últimos cinco anos. Rev. Bras. Educ. Camp.,
Tocantinópolis, v. 3, n. 1, p. 245-259, 2018.
ORCID
Vagner Viera de Souza
http://orcid.org/0000-0001-6667-222X
Elaine Corrêa Pereira
http://orcid.org/0000-0002-3779-1403
Celiane Costa Machado
http://orcid.org/0000-0003-0685-8078
Declaramos que os autores foram responsáveis pela
elaboração, análise e interpretação dos dados;
escrita e revisão do conteúdo do manuscrito. Os
autores também foram responsáveis pela aprovação
da versão final a ser publicada