REVISTA ANTÍGONA https://sistemas.uft.edu.br/periodicos/index.php/antigona <p><em>A ANTÍGONA nasce da necessidade de ampliar a abrangência e atuação do Curso de História da Universidade Federal do Tocantins (UFT), câmpus de Porto Nacional. A revista projeta, a partir deste ano de sua criação, montar um Corpo Editorial, realizar publicações semestrais, com dossiês organizados pelos professores desse campus ou por professores convidados, recebendo artigos de autores nacionais e estrangeiros. O objetivo inicial é organizar a documentação necessária e alcançar sua indexação e qualificação.</em></p> pt-BR revistaantigona@mail.uft.edu.br (Dr. Vitor Hugo Abranche de Oliveira) revistaantigona@mail.uft.edu.br (Dr. Vitor Hugo Abranche de Oliveira) Qui, 06 Mai 2021 00:04:43 -0300 OJS 3.1.2.1 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 EDITORIAL https://sistemas.uft.edu.br/periodicos/index.php/antigona/article/view/12143 Vitor Hugo Abranche de Oliveira; Eça Pereira da Silva Copyright (c) 2021 REVISTA ANTÍGONA https://sistemas.uft.edu.br/periodicos/index.php/antigona/article/view/12143 Qua, 05 Mai 2021 00:00:00 -0300 BAUDELAIRE CRÍTICO DA SOCIEDADE MODERNA: LEITORES. https://sistemas.uft.edu.br/periodicos/index.php/antigona/article/view/10648 <p>Na poesia de Baudelaire estão presentes as metáforas da morte, da destruição, da degeneração, da putrefação, da caveira. São alegorias mais que apropriadas para mostrar o que ocorria com o corpo da cidade. São fragmentos figurativos mostrados dispersamente, sem forma, mas nunca uma imagem completa ― e isso lhes confere o caráter alegórico. A imagem é fragmento, ruína. É importante ressaltar que essa superação só pode ser realizada na própria prática textual; por isso, os escritores são considerados por Roland Barthes (1987) como aqueles que mais se aproximaram da construção de uma semiótica urbana. Baudelaire se entregou a tudo com muita paixão. Mergulhou nas ruas de Paris em busca de experiências que pudessem ser agregadas ao seu fazer poético: ele amava toda a vida que florescia nos submundos da metrópole. Paradoxal, com uma insólita capacidade de mudar substancialmente de direção, Baudelaire quis viver todas as experiências, mas, ao mesmo tempo, sabia que não se podia perder a disciplina.&nbsp; A cidade em Baudelaire só pôde ganhar forma na fantasia: era o mundo no qual “novos palácios, andaimes, blocos de pedra, antigos subúrbios, para mim se transformam em alegorias”; era um “cenário como a alma do ator”, um cenário cuja virada transformava o ator em sua própria forma.</p> MARCOS DE MENEZES Copyright (c) 2021 REVISTA ANTÍGONA https://sistemas.uft.edu.br/periodicos/index.php/antigona/article/view/10648 Qua, 05 Mai 2021 00:00:00 -0300 DA GUERRA JUSTA AO IMPÉRIO CRISTÃO: JUAN GINÉS DE SEPÚLVEDA, BARTOLOMÉ DE LAS CASAS E A TEOLOGIA POLÍTICA https://sistemas.uft.edu.br/periodicos/index.php/antigona/article/view/11117 <p>No século XVI, o processo de conquista levou os espanhóis a se consolidarem como os primeiros europeus a ocuparem a América. O período entre 1535 e 1551, ou seja, da instituição do primeiro vice-rei da Nova Espanha, Antonio de Mendoza, até a chamada “controvérsia de Valladolid” compreende uma série de episódios que demonstram a disputa interna entre articuladores de projetos políticos distintos dentro da Corte Hispânica. Neste sentido, temos como objetivo propor uma nova forma de re-inserir o debate sobre a “guerra justa” em Bartolomé de Las Casas e em Juan Ginés de Sepúlveda dentro de uma problemática contextual própria desse período, que é a da mundialização do conceito cristão de império – e o papel que certas categorias políticas e religiosas teriam nesse processo. Para isso, nossa proposta consiste em realizar a análise histórico-religiosa da categoria de “guerra justa” no debate de Valladolid, a partir de dois referenciais teóricos: a problemática da “teologia política” e as classificações propostas por Merio Scattola (2009) para o tema no século XVI, e a análise comparativa e diferencial proposta por Nicola Gasbarro (2006, 2011, 2014) para o problema histórico do encontro cultural, desenvolvida também por Cristina Pompa (2006) e Adone Agnolin (2013, 2014, 2015, 2017).</p> Gabriel Cardoso Bom, Wedster Felipe Martins Sabino Copyright (c) 2021 REVISTA ANTÍGONA https://sistemas.uft.edu.br/periodicos/index.php/antigona/article/view/11117 Qua, 05 Mai 2021 23:50:20 -0300 ANÁLISE DOS INDICATIVOS EDUCACIONAIS DA ESCOLA MUNICIPAL CORONEL LINO SAMPAIO https://sistemas.uft.edu.br/periodicos/index.php/antigona/article/view/11134 <p><strong>&nbsp;</strong></p> <p>O referido artigo é resultado de pesquisas e análises dos indicativos e informações descritos da Escola Municipal Coronel Lino Sampaio localizada na cidade de Pires do Rio, estado de Goiás. Entao a partir das informações coletadas do referido site foram &nbsp;analisados indicativos educacionais a partir de dados como aprendizagem dos alunos, perfil escolar matrículas em cada etapa, taxa de aprovação, infraestrutura, Ideb e nível sócio-econômico da referida escola, do estado de Goiás e do Brasil. Foi realizado análises comparativas dos dados coletados entre os diferentes anos que escola tem disponibilizado bem como comparando os dados da escola com dados de escolas da cidade de Pires do Rio do Estado de Goias e ate mesmo do Brasil. &nbsp;Os dados analisados apresentam informaçoes que colaboram para o que o processo ensino-apredizagem ocorra de forma eficiente e satisfatoria, apontando dificuldades,pontos fortes e objetivos a serem alcançados para que esse processo seja satisfatório e acessível a todos os alunos como previsto em lei.</p> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> Renata Klicia Mendes Caetano de Souza Copyright (c) 2021 REVISTA ANTÍGONA https://sistemas.uft.edu.br/periodicos/index.php/antigona/article/view/11134 Qua, 05 Mai 2021 23:52:07 -0300 AS EXPERIÊNCIAS IDENTITÁRIAS E TERRITORIAIS DOS AFRO-BRASILEIROS NOS QUILOMBOS RURAIS E URBANOS DE MINAS GERAIS https://sistemas.uft.edu.br/periodicos/index.php/antigona/article/view/11235 <p>O artigo que apresentamos para a temática “Classes, identidades e territórios: questões e debates” é parte dos resultados obtidos em nossa pesquisa de doutorado do Programa de Ciências Sociais da Universidade Estadual Paulista (UNESP). Trata-se, das análises dos modos organizativos do Movimento Social Negro Brasileiro a partir de sua luta histórica pela preservação das identidades, territorialidade e direitos coletivos dos afro-descendentes no Brasil. No âmbito de nosso trabalho, contextualizamos os processos de formação dos quilombos rurais e quilombos urbanos no estado de Minas Gerais, que se formaram ainda no período colonial como uma autodefesa e ofensiva dos escravizados contra o regime de opressão do cativeiro e pela liberdade que, consequentemente, tornou-se uma escola de formação política e estratégica nos processos de ocupações de áreas não povoadas após a abolição formando o que hoje denominamos como “territórios negros”. Nas cidades mineiras os “territórios negros” são parte de uma continuidade de tradição de luta do Movimento Social Negro Brasileiro nos processos de formar comunidades quilombolas, sejam eles rurais ou urbanos. Contudo, como em todo Brasil contemporâneo, no estado de Minas Gerais, as terras no meio rural e os territórios negros no meio urbano, juntamente com sua história, estão ameaçadas e muitos pedidos de autodeclaração para titulação ainda tramitam na justiça sem solução.</p> Pedro Barbosa Copyright (c) 2021 REVISTA ANTÍGONA https://sistemas.uft.edu.br/periodicos/index.php/antigona/article/view/11235 Qua, 05 Mai 2021 23:53:32 -0300 HISTÓRIA E MEMÓRIA DA COLONIZAÇÃO DIRIGIDA: OS TRABALHADORES RURAIS E SUAS IDENTIDADES https://sistemas.uft.edu.br/periodicos/index.php/antigona/article/view/11127 <p>O artigo a seguir é fruto de pesquisa realizada na Amazônia desde 2015, entre os trabalhos de dissertação e tese. Aqui investiga-se a política de colonização dirigida na Amazônia desde o ano de 1970. Serão analisados depoimentos de antigos colonos que ocuparam as margens da rodovia Transamazônica durante aquele período. São estudos de memória que pretendem demonstrar a importância do tempo presente na conformação dos relatos. Parte importante é intender a situação dos trabalhadores rurais, antigos colonos, nos arredores da cidade de Altamira. Dito de outro modo, recuperar os depoimentos desse conjunto de pessoas é apelar para uma “história vista de baixo”. Contudo, têm-se ciência de que não sou eu quem lhes dá a voz necessária à crítica da política em questão. Ora, são os próprios trabalhadores que optaram por ocupar seu lugar de fala, se posicionando como autoridades quando o assunto é a ditadura na Amazônia. Por fim, pretendo trazer a importância da memória para a conformação de classe dos antigos pioneiros, suas distintas identidades, desembocando na configuração social do território que representa as margens da Transamazônica na contemporaneidade. &nbsp;</p> Filipe Menezes Soares Copyright (c) 2021 REVISTA ANTÍGONA https://sistemas.uft.edu.br/periodicos/index.php/antigona/article/view/11127 Qua, 05 Mai 2021 23:54:55 -0300 DE 120 A 8 BAIXOS: HISTÓRIA E MEMÓRIA NA NARRATIVA MUSICAL/BI-OGRÁFICA DE LUIZ GONZAGA DE 1930 A 1946. https://sistemas.uft.edu.br/periodicos/index.php/antigona/article/view/11126 <p>A escolha do tema “DE 120 A 8 BAIXOS: História e memória na narrativa musical/biográfica de Luiz Gonzaga (1930-1989)” deu-se pelo interesse em conhecer melhor a história do cantor Luiz Gonzaga e saber porque o mesmo tornou-se conhecido como “Rei do Baião”. E, também pelo fato dele ser pernambucano assim como eu, ter saído de sua casa em busca de melhores condições de vida e após ter conquistado seu objetivo não esqueceu sua origem, isto é, tomou-se um cantor famoso, conhecido até hoje como “Rei do Baião’. Destaca-se que as músicas de Luiz Gonzaga retratam histórias da vida cotidiana dos nordestinos e, de certa forma, contribui para manter a tradição do Estado de Pernambuco conhecido como a “terra do baião”. &nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> <p><strong>Palavras-chave:</strong> História. Memória. Música. Rei do Baião.</p> Mariana De Melo de Souza Copyright (c) 2021 REVISTA ANTÍGONA https://sistemas.uft.edu.br/periodicos/index.php/antigona/article/view/11126 Qua, 05 Mai 2021 23:56:23 -0300